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MPT abre inquérito para investigar acidente de trabalho e possíveis irregularidades na empresa Tai Max, em Rondônia

Investigação envolve segurança dos trabalhadores, fornecimento de equipamentos de proteção, gerenciamento de riscos e condições sanitárias no ambiente profissional.

Porto Velho, Rondônia – O Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região, instaurou um inquérito civil contra a empresa A. Tomasi & Cia. Ltda., que utiliza o nome fantasia Tai Max, para apurar possíveis irregularidades relacionadas à segurança e às condições de trabalho.

A investigação tem origem na Notícia de Fato nº 000960.2026.14.000/8 e envolve a unidade empresarial identificada pelo CNPJ nº 07.554.169/0006-47.

De acordo com a portaria, assinada eletronicamente pela procuradora do Trabalho Marielle Rissanne Guerra Viana, o procedimento foi instaurado para investigar situações relacionadas a acidentes de trabalho, prevenção de riscos ocupacionais, equipamentos de proteção e condições sanitárias e de conforto oferecidas aos trabalhadores.

O documento não informa a data de eventual acidente, a quantidade de trabalhadores envolvidos ou a gravidade de possíveis lesões.

Acidente de trabalho está entre os pontos investigados

Um dos principais temas do inquérito civil é a ocorrência de acidente de trabalho, classificado pelo MPT como acidente típico ou por equiparação.

O acidente típico é aquele que ocorre durante o exercício das atividades profissionais e pode provocar lesões ou comprometer a saúde do trabalhador.

Já os acidentes por equiparação abrangem outras situações reconhecidas pela legislação como acidentes de trabalho, conforme as circunstâncias do caso.

A inclusão dessa classificação na portaria indica que o assunto faz parte da investigação. Entretanto, o documento não apresenta detalhes suficientes para confirmar como ocorreu um eventual acidente ou se houve vítimas.

MPT vai apurar medidas de segurança e equipamentos de proteção

Outro ponto da investigação envolve o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), instrumento utilizado pelas empresas para identificar, avaliar e controlar riscos existentes no ambiente de trabalho.

O objetivo desse programa é prevenir acidentes e doenças ocupacionais por meio de medidas de proteção adequadas às atividades desenvolvidas.

A portaria também inclui a fiscalização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs).

Os EPIs são utilizados diretamente pelos trabalhadores para reduzir a exposição a determinados riscos, como capacetes, luvas, óculos de segurança e calçados de proteção.

Já os EPCs são medidas ou dispositivos destinados à proteção coletiva, como sistemas de ventilação, proteções de máquinas e barreiras de segurança.

A investigação poderá verificar possíveis falhas relacionadas à adoção dessas medidas, conforme os fatos apresentados ao Ministério Público.

Condições sanitárias e de conforto também serão analisadas

O inquérito civil abrange ainda as condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.

Esse tema envolve aspectos como a disponibilidade de instalações sanitárias adequadas, higiene, acesso à água potável e condições apropriadas para as necessidades dos trabalhadores.

As exigências variam conforme as características do estabelecimento e as normas de segurança e saúde ocupacional aplicáveis.

A fiscalização dessas condições busca assegurar que o ambiente profissional ofereça condições compatíveis com a saúde, a segurança e a dignidade dos empregados.

Por que o Ministério Público abriu a investigação?

Conforme a portaria, o Ministério Público do Trabalho possui atribuição constitucional para defender direitos sociais e coletivos, incluindo os relacionados à saúde e à segurança no ambiente profissional.

A procuradora responsável determinou a instauração do inquérito civil para aprofundar a apuração de possíveis irregularidades trabalhistas relacionadas aos temas identificados na Notícia de Fato.

O documento também estabelece a realização das diligências previstas na apreciação prévia, mas não detalha quais providências deverão ser executadas inicialmente.

Durante a investigação, o MPT poderá solicitar informações, analisar documentos e adotar outras medidas para esclarecer os fatos.

Empresa poderá prestar esclarecimentos durante o procedimento

A instauração do inquérito civil não representa condenação da empresa Tai Max nem comprova, por si só, o descumprimento da legislação trabalhista.

O procedimento tem natureza investigativa e busca reunir informações para determinar se existem irregularidades que justifiquem medidas legais.

Dependendo dos resultados, o Ministério Público do Trabalho poderá propor medidas de adequação, buscar a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ajuizar ação civil pública ou arquivar o procedimento, conforme os elementos apurados.

A portaria apresentada não informa se a empresa já se manifestou sobre os fatos investigados.

O espaço permanece aberto para esclarecimentos da empresa citada.

Entenda os principais pontos da investigação

Tema O que será apurado
Acidente de trabalho Possíveis irregularidades relacionadas a acidente típico ou por equiparação
Gerenciamento de riscos Questões relacionadas ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
Equipamentos de proteção Possíveis falhas relacionadas a EPIs e EPCs
Condições sanitárias Adequação das condições sanitárias e de conforto no ambiente de trabalho

Dados do inquérito civil

  • Empresa investigada: A. Tomasi & Cia. Ltda.

  • Nome fantasia: Tai Max

  • CNPJ da unidade identificada: 07.554.169/0006-47

  • Procedimento de origem: Notícia de Fato nº 000960.2026.14.000/8

  • Órgão responsável: Ministério Público do Trabalho — Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região

  • Procuradora responsável: Marielle Rissanne Guerra Viana

  • Situação: Inquérito civil instaurado para apuração de possíveis irregularidades trabalhistas

A atuação do Ministério Público do Trabalho tem como objetivo assegurar o cumprimento da legislação e prevenir situações que possam colocar em risco a saúde, a segurança e os direitos dos trabalhadores.

Fonte: Ministério Público do Trabalho — Procuradoria Regional do Trabalho da 14ª Região. Portaria de Instauração de Inquérito Civil vinculada à Notícia de Fato nº 000960.2026.14.000/8.

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