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Banco Central do Paraguai nega que mais bancos serão fechados

Banco Central do Paraguai nega que mais bancos serão fechados

Autoridade afirma que sistema financeiro está sólido após intervenção no Ueno Bank; Carlos Carvallo renunciou à presidência do BC, e Peña indicou substituto

Divulgação/Ueno Bank

PODER360

4.nov.2026 (quarta-feira) – 18h35

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O Banco Central do Paraguai negou, nesta 4ª feira (4.nov.2026), rumores sobre novas intervenções em instituições financeiras do país. A declaração foi divulgada depois que o Ueno Bank teve suas operações suspensas por problemas de solvência, deixando 2,9 milhões de clientes sem acesso a contas, cartões e transferências.

A situação levou correntistas a procurarem outros bancos para movimentar seus recursos, o que provocou instabilidade nos aplicativos de algumas instituições. O órgão afirmou que o sistema financeiro paraguaio mantém níveis adequados de solvência e liquidez e que as instituições funcionam normalmente. Também pediu que a população consulte os canais oficiais antes de compartilhar informações sobre o setor.

Novo indicado para o BCP

O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo na 3ª feira (3.nov), depois que o presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita) pediu sua saída em razão da crise envolvendo o Ueno Bank.

Nesta 4ª feira (4.nov), Peña anunciou a indicação do economista Raúl Vera Bogado para comandar o BCP. O presidente encaminhou ao Congresso o pedido de acordo constitucional para a nomeação. Vera já presidiu o Banco Central de 2001 a 2002.

Na 3ª feira (3.nov), a Fiscalía (Ministério Público do Paraguai) ordenou a prisão de 8 dirigentes e ex-dirigentes da instituição, investigados por suspeitas de irregularidades financeiras.

Protestos contra o Ueno Bank

A crise levou centenas de pessoas às ruas de Assunção na 3ª feira (3.nov). Correntistas, aposentados e trabalhadores protestaram contra o bloqueio de recursos e cobraram a devolução dos depósitos. Houve confrontos com a polícia nas proximidades do Congresso.

Nesta 4ª feira (4.nov), novas manifestações foram realizadas na capital. A Frente Sindical e Social do Paraguai convocou outro ato para as 18h (horário local), em frente ao Panteão Nacional dos Heróis. Os organizadores pedem a restituição dos valores retidos e a responsabilização dos envolvidos no caso.

Assista (2min12s):

📹#vídeo Crise bancária leva manifestantes às ruas do Paraguai 🏦Paraguaios vão às ruas após enfrentarem dificuldades para sacar o próprio dinheiro. O episódio aumenta a preocupação com a instabilidade financeira no país, em meio à investigação envolvendo o Ueno Bank e à renúncia de Carlos Carvallo, então presidente do Banco Central do Paraguai. 👇Assista ao vídeo:

— Poder360 (@Poder360) November 4, 2026

Entenda a crise

Na 2ª feira (2.nov), o Banco Central do Paraguai decidiu, por unanimidade, iniciar o chamado procedimento de resolução do Ueno Bank. A medida foi tomada depois que o banco apresentou um índice de solvência inferior à metade do mínimo exigido por lei, indicador que mede a capacidade da instituição de absorver perdas e manter suas obrigações financeiras.

O Ueno Bank tinha 2,9 milhões de clientes. Com a abertura do procedimento, as operações da instituição foram suspensas, e os depósitos dos clientes ficaram temporariamente indisponíveis enquanto as autoridades definem o mecanismo de resolução e a forma de restituição dos recursos.

O Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai garante a cobertura de até 228,3 milhões de guaranis (cerca de R$ 210 mil) por depositante e por instituição financeira.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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