Bolsonaristas incentivam boicote a trabalhadores e empresas que apoiam Lula
Ministério do Trabalho repudiou campanhas de retaliação e registrou 530 denúncias após o resultado do 2º turno
PODER360
28.out.2026 (quarta-feira) – 16h53
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O movimento inclui chamadas à demissão de empregados, à não contratação de profissionais e ao boicote a pequenos empresários e empreendedores autônomos. Listas com nomes de comércios e prestadores de serviço associados a eleitores petistas estão sendo distribuídas em grupos do WhatsApp em várias cidades.
Foram contabilizadas pelo ministério 530 denúncias de assédio eleitoral até o fim da tarde de 3ª feira (27.out.), depois da divulgação do resultado das eleições. O volume equivale a 21% do total de denúncias do tipo recebidas pelo órgão em todo o ano de 2026.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que a escolha política do trabalhador não pode ser alvo de retaliação no emprego. Segundo ele, a instituição acompanha as denúncias e agirá com firmeza na apuração dos casos.
“O empresário é dono do negócio, e não do voto do seu empregado. Demitir trabalhadores por sua convicção política é ilegal e será alvo de atuação do MPT perante a Justiça do Trabalho”, disse.
Ameaças de demissão, dispensas efetivas, recusa de contratação e demais formas de retaliação motivadas pelo voto do trabalhador se enquadram na definição de assédio eleitoral investigado pelo órgão.
Ao longo de todo o período eleitoral, o Ministério Público do Trabalho acumulou 2.467 denúncias em 2026. Até o fim do 1º turno, a instituição havia contabilizado 991 registros. No 2º turno, outros 946 casos foram acrescentados à contagem.
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