B3 acionou “circuit breaker” 24 vezes desde 1997
O mecanismo interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de forte queda do mercado
Poder360
Bruna Rossi
de Brasília
26.out.2026 (segunda-feira) – 15h14
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Ao reabrir as negociações, a Bolsa brasileira chegou a cair 16,26% no início da sessão desta 2ª feira (26.out). Às 14h45, o Ibovespa estava em queda de 15,05%.
A última vez que o circuit breaker havia sido acionado foi em março de 2020, por causa da pandemia de covid-19. A 1ª vez que a B3 acionou o mecanismo foi em 1997, por causa dos problemas financeiros na Ásia.
O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações e tem como referência a variação do Ibovespa B3, principal índice do mercado brasileiro de ações.
Na B3, o circuit breaker pode interromper as negociações por 30 minutos ou por 1 hora, dependendo da intensidade da queda do Ibovespa. Desde 1997, foram 20 paradas de 30 minutos e 4 de uma hora.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, declarou que a suspensão das negociações pela B3 não é normal e só ocorre “em momentos de muita aversão ao risco”.
“Teremos um ano de 2027 muito difícil, que já seria difícil com um governo pró-mercado e com toda a gastança que foi feita nos últimos 30 dias. Acredito que teremos um risco grande de recessão”, afirmou Magno.
“O mercado estava com uma precificação muito forte para o Flávio ganhar. Com a reeleição do Lula, o que fica no receio é como vão ficar as contas públicas. A pancada principal é no juro futuro porque os investidores olham para o Brasil e não confiam”, disse o economista.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Bruna Rossi.
