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Com reeleição de Lula, Bolsa caminha para maior queda diária

Com reeleição de Lula, Bolsa caminha para maior queda diária

Ibovespa caiu 16,26% no início da sessão nesta 2ª feira (26.out) depois da reeleição de Lula, segundo dados da Elos Ayta

Infografia/Poder360 – 26.out.2026

Bruna Rossi

de Brasília

26.out.2026 (segunda-feira) – 13h34

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A maior queda já registrada se deu em 10 de setembro de 1998, quando fechou em -15,83% por causa de problemas financeiros na Rússia e fuga de capital dos mercados emergentes. Os dados são de levantamento da Elos Ayta, que considerou as quedas desde o Plano Real. Segundo a empresa, problemas no cenário internacional foram responsáveis pelo contexto de 9 dos 10 maiores registros.

Depois da maior queda em 1998, veio a de 27 de outubro de 1997, com desvalorização de 14,98%, causada por um problema no mercado asiático.

A pandemia de covid-19 concentra 4 das 10 maiores quedas, todas registradas em março de 2020, em um intervalo de 8 pregões. O Ibovespa recuou 14,78% em 12 de março, 13,92% no dia 16, 12,17% no dia 9 e 10,35% em 18 de março. 

O avanço da pandemia, as restrições à circulação de pessoas, o temor de uma recessão mundial e a guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia provocaram uma onda de aversão ao risco nos mercados internacionais.

Outros 4 episódios da queda da Bolsa brasileira estão associados aos problemas financeiros de 1997 e 2008. Durante o problema na Ásia, além da queda de 14,98% em 27 de outubro de 1997, o Ibovespa perdeu 10,20% em 12 de novembro daquele ano. 

Já em 2008, o problema financeiro internacional, agravado pela quebra do banco Lehman Brothers, contribuiu para as perdas de 11,39% em 15 de outubro e 10,18% em 22 de outubro. 

Entre as 10 quedas analisadas antes de cair nesta 2ª feira (26.out), só uma esteve diretamente associada a um acontecimento político doméstico. Em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,50% depois da repercussão das declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, em um episódio conhecido como escândalo da parabólica, que provocou incertezas sobre a continuidade do Plano Real. 

“Embora acontecimentos políticos nacionais possam provocar oscilações expressivas, os episódios mais extremos de desvalorização da Bolsa brasileira estiveram predominantemente associados a crises internacionais”, afirmou a Elos Ayta.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Bruna Rossi.

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