PREVENÇÃO
26 de outubro de 2026
12:34
Agência de Notícias
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Orientação busca reduzir a sobrecarga nas unidades de urgência e emergência
A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), intensificou o acompanhamento dos dados da rede pública para melhorar a organização dos serviços e reduzir o tempo de espera da população. Levantamentos realizados pela secretaria apontam dois desafios: a alta procura por atendimentos de menor gravidade nas unidades de urgência e emergência e o número de faltas em consultas agendadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Para o prefeito Léo Moraes, o acompanhamento dos dados permite identificar as necessidades da rede e planejar melhorias no atendimento à população.
“Trabalhar com dados nos dá a clareza necessária para melhorar a saúde pública de Porto Velho. Quando o cidadão entende que a UPA é para emergências e que o posto de bairro está pronto para os casos mais leves, toda a rede funciona melhor. É um esforço conjunto: a gestão investe e organiza, e a população nos ajuda usando cada serviço no lugar certo”, declarou o prefeito.
A escolha da unidade de saúde deve considerar os sintomas e a gravidade de cada situação. Conhecer a função dos serviços disponíveis ajuda o cidadão a buscar assistência adequada e contribui para a organização dos atendimentos na rede municipal.
De acordo com o relatório do Departamento de Média e Alta Complexidade (DMAC), nos dois primeiros quadrimestres de 2026, a rede municipal de urgência e emergência realizou 319.645 atendimentos com classificação de risco pelo Protocolo de Manchester, sistema que define a prioridade dos pacientes conforme a gravidade do quadro clínico. Desse total, 208.824 atendimentos, o equivalente a 65,3%, receberam classificação verde (pouco urgente) ou azul (não urgente).
As unidades de maior movimento concentraram parte desses registros. Na UPA Zona Leste, 52.564 atendimentos foram classificados como verdes ou azuis; na UPA Zona Sul, foram 51.657; e no Pronto-Atendimento Ana Adelaide, 40.503.
Enquanto as unidades de urgência recebem um número elevado de pacientes com quadros de menor gravidade, a Atenção Básica também enfrenta desafios relacionados às faltas em consultas agendadas.
Conforme dados do Departamento de Atenção Básica (DAB), entre janeiro e setembro de 2026, o município registrou 43.770 faltas em consultas agendadas nas unidades de saúde dos bairros. Entre os maiores números estão os registros das unidades Castanheiras, com 1.987 faltas; Agenor de Carvalho, com 1.941; e Caladinho, com 1.684.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforçou que conhecer a função de cada unidade e comunicar a impossibilidade de comparecimento às consultas contribui para a organização dos serviços.
“Os atendimentos verdes e azuis representam quadros leves que podem ser resolvidos na Atenção Básica. Quando a população busca a UPA para esses casos ou falta a uma consulta agendada sem avisar, o sistema é sobrecarregado. Precisamos do apoio de todos para garantir agilidade a quem realmente precisa”, resumiu a secretária.
As faltas sem aviso prévio dificultam o aproveitamento dos horários disponíveis para consultas. Por isso, a Semusa orienta os pacientes a informarem à unidade de saúde quando não puderem comparecer, para que a equipe possa organizar os atendimentos conforme a disponibilidade.
ONDE PROCURAR ATENDIMENTO?
A Semusa orienta a população sobre a função de cada serviço da rede municipal de saúde:
Unidades Básicas de Saúde (UBS): destinadas a consultas de rotina, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, ações de prevenção e avaliação de sintomas leves, quando não houver sinais de gravidade. As unidades também acompanham a saúde dos moradores ao longo do tempo.
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Prontos-Atendimentos (PAs): atendem situações de urgência e emergência que exigem avaliação médica rápida, como dores intensas no peito, falta de ar, acidentes e outros quadros que não podem aguardar uma consulta programada. O atendimento segue a classificação de risco, com prioridade para os pacientes em situação mais grave.
A Semusa reforça que, diante de sintomas intensos ou piora repentina do estado de saúde, a população deve procurar atendimento de urgência. Para consultas de rotina e acompanhamento regular, a orientação é buscar a UBS de referência.
Os pacientes que não puderem comparecer a uma consulta agendada também devem comunicar a ausência à unidade de saúde, preferencialmente com antecedência, para contribuir com a organização dos horários de atendimento.
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Fotos: Secom
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Agência de Notícias da Prefeitura de Porto Velho por Taiana Mendonça.
