Rede CNN Interncional disse ter tido acesso à íntegra do acordo, ainda não divulgado oficialmente. Texto tem 14 pontos, e também prevê fim imediato e permanente do conflito.
Porto Velho, RO – O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).
➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Segundo a CNN Internacional, o acordo tem 14 pontos. Entre eles, estão:
* A declaração mútua e junto de “seus aliados na guerra”, de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;
O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias.
‘Se eu não gostar do acordo, voltaremos a jogar bombas’
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‘Eu sou o chefe’, diz Trump a outros líderes na cúpula do G7
Apesar de os EUA já terem assinado de forma virtual o acordo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que o texto, que ele chamou nesta manhã de “memorando de entedimento”, ainda não é final.
Trump afirmou ainda que pode voltar a atacar Teerã caso não fique satisfeito com o desfecho das negociações posteriores, sobre o programa nuclear iraniano.
“É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?”, disse o norte-americano durante entrevista coletiva na cúpula do G7, na França.
Donald Trump também disse que a existência do fundo de US$ 300 bilhões que serviria para financiar a reconstrução do Irã é “falso”.
