InícioPolíticaGoverno usa nomes de artistas da MPB para defender proibição das bets

Governo usa nomes de artistas da MPB para defender proibição das bets

Governo usa nomes de artistas da MPB para defender proibição das bets

Vídeo faz trocadilho com cantores e músicas que têm “bet” no nome e pede aprovação de medida provisória pelo Congresso

Reprodução/X
@govbr – 4.gov.2026

PODER360

4.nov.2026 (quarta-feira) – 22h32

Priorize o Poder no Google

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta 4ª feira (4.nov.2026) um vídeo nas redes sociais que faz trocadilhos com nomes de artistas e músicas brasileiras que contêm a sequência de letras “bet” para defender a proibição das apostas on-line no país.

A gravação, intitulada “Bets legais que não prejudicam o seu bolso”, reúne referências a artistas como Beth Carvalho, Maria Bethânia, Beto Guedes, Bebeto e Beto Barbosa, além da música “Bete Balanço”, da banda Barão Vermelho.

“Se as únicas ‘bets’ que você conhece são essas do vídeo, sorte a sua!”, escreveu o perfil oficial do governo federal.

A publicação usa o humor para chamar atenção aos impactos financeiros das plataformas de apostas e defender a aprovação de uma medida provisória pelo Congresso Nacional.

“Mas a realidade das apostas online no bolso dos brasileiros é assunto sério. A Medida Provisória que proíbe as bets precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei definitiva”, afirmou o governo.

A medida provisória precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para ser convertida em lei definitiva.

MP DAS BETS

Editada em 25 de setembro, a MP 1.394 de 2026 proibiu o funcionamento das plataformas de apostas on-line no Brasil. O texto determina que o Ministério da Justiça fiscalize provedores de aplicações de internet, lojas de aplicativos e sistemas operacionais para garantir o cumprimento da proibição.

A medida tem validade até 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Ainda não há relator designado no Congresso.

Entidades e clubes de futebol questionam a constitucionalidade da MP no Supremo Tribunal Federal e pedem a suspensão de seus efeitos até o julgamento das ações.

Nesta 4ª feira (4.nov), o Poder360 mostrou que o Ministério da Justiça impôs sigilo de 5 anos aos documentos utilizados na elaboração da medida. O governo negou um pedido de acesso ao material feito por meio da Lei de Acesso à Informação.

A classificação foi assinada em 24 de setembro, um dia antes da edição da MP. Segundo o secretário de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, a divulgação dos documentos poderia colocar “em risco a vida, a segurança ou a saúde da população”, além de representar “elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país”.

O Poder360 procurou o Ministério da Justiça para questionar os critérios utilizados na imposição do sigilo, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem sobre o caso.

o Poder360 integra o


Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

Veja mais

ültimas