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Distribuição de água no Ceará tem escolta após ameaças

Distribuição de água no Ceará tem escolta após ameaças

Facção levou comerciantes a suspender vendas no interior do Estado; operação conta com apoio da Cagece e da polícia

Divulgação / SSPDS – 2.nov.2026

PODER360

2.nov.2026 (segunda-feira) – 17h19

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A distribuição de água mineral em Banabuiú, no Sertão Central do Ceará, passou a ser feita sob escolta policial no sábado (31.out.2026). A medida foi adotada depois de ameaças de uma facção criminosa levarem os comerciantes da cidade a suspender a venda de garrafões.

Moradores formaram filas para comprar água na manhã de sábado. A operação conta com o apoio da Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará) e das Forças de Segurança, conforme informou a SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social).

“A Cagece realiza a coleta dos garrafões com água nos fornecedores e os transporta até o município de Banabuiú. Essa logística conta com o aporte das Forças de Segurança para que essa comercialização seja feita com tranquilidade”, afirmou a SSPDS em nota.

Para garantir o acesso da população à água potável, a operação com escolta deve continuar nos próximos dias. O abastecimento seguirá nesse modelo até que as condições de segurança para a comercialização local sejam consideradas normalizadas.

O esquema de segurança conta com viaturas do POG (Policiamento Ostensivo Geral), da FT (Força Tática) e do Motopatrulhamento, além da intensificação do patrulhamento na região.

Extorsão

Segundo reportagem do portal g1, as intimidações aos comerciantes partiram do Comando Vermelho, facção de origem carioca. Mensagens de extorsão identificadas como Edital Banabuiú e assinadas pela Diretoria de Banabuiú começaram a circular em 19 de outubro de 2026.

Os textos condicionavam a venda e a distribuição de água à autorização da organização criminosa e advertiam que quem descumprisse as ordens “sofreria as consequências”. Há relatos de cobranças de R$ 750 semanais por estabelecimento.

Em resposta às extorsões, policiais prenderam 3 homens em 22 de outubro de 2026. Ainda de acordo com a reportagem, os suspeitos foram identificados como Cícero Kevin Gomes Farias, Francisco das Chagas de Lima da Silva e Carlos Fernando da Silva Andrade. Segundo a polícia, eles atuavam como agiotas e eram responsáveis por recolher os valores para a organização criminosa.

Com o trio, foram apreendidos um revólver calibre 38, munições, 6 celulares, um notebook e dinheiro. As investigações têm o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e novos mandados de prisão estão em aberto.

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