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PF rejeita proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro em investigação sobre Banco Master

Polícia Federal avaliou que informações apresentadas pelo ex-CEO acrescentariam pouco às apurações já em andamento; decisão final ainda pode passar pela PGR e pelo STF

Porto Velho, RO – A Polícia Federal rejeitou a proposta de acordo de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, investigado por suposto envolvimento em um esquema bilionário de fraude financeira, corrupção e interferência em órgãos reguladores. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (20), sob o entendimento de que as informações oferecidas pelo banqueiro não agregariam elementos relevantes às investigações já em curso.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal g1 e posteriormente confirmada por fontes ligadas ao caso. Segundo relatos, a avaliação da PF é que o conteúdo apresentado por Vorcaro não justificaria a celebração de um acordo de colaboração premiada.

Apesar da posição da Polícia Federal, a análise do caso ainda não está encerrada. A Procuradoria-Geral da República, que participa das negociações envolvendo eventuais acordos de colaboração, ainda não se manifestou oficialmente sobre a proposta. Caso entenda que a delação possui utilidade para as investigações, a PGR poderá dar prosseguimento ao processo de forma independente.

Se houver concordância da Procuradoria, o acordo ainda precisará ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A homologação judicial tem como objetivo verificar se a colaboração foi firmada de maneira voluntária, se atende aos requisitos legais e se não contém irregularidades. O magistrado poderá rejeitar o acordo caso identifique inconsistências ou ilegalidades.

Na última segunda-feira (18), Vorcaro foi transferido para uma cela comum da Polícia Federal. Até então, permanecia em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da PF, espaço reservado para situações específicas e que já foi utilizado para custodiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As investigações apontam suspeitas de que o ex-executivo teria participado de um esquema para inflar artificialmente carteiras de crédito do Banco Master, o que teria criado uma percepção de desempenho financeiro superior à realidade da instituição. A apuração também envolve possíveis práticas de corrupção e tentativas de influência sobre órgãos reguladores.

O caso segue sob investigação e novas decisões sobre eventual colaboração premiada dependerão das avaliações da PGR e do STF.

Fonte: Carta Capital.

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