Famílias pagam R$ 515,4 bi em juros no 1º semestre, alta de 9,8%
Estudo da FecomercioSP mostra que juros consumiram 14,64% da renda familiar; inadimplência de pessoas físicas subiu 20,3%
Sérgio Lima/Poder360 – 3.set.2018
Gabriel Lopes
de Brasília
27.out.2026 (terça-feira) – 17h19
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As famílias brasileiras pagaram R$ 515,4 bilhões em juros no 1º semestre de 2026. O valor é 9,8% maior em relação ao mesmo período de 2025 e quase 17% superior em comparação aos dados de 2024.
Segundo o estudo, os juros comprometeram 14,64% da renda total das famílias no semestre. O volume de dívidas de pessoas físicas em atraso subiu 20,3% e chegou a R$ 186,9 bilhões.
Os dados são de levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
PESSOAS FÍSICAS
As taxas do crédito livre para as famílias ficaram mais altas na comparação entre o 1º semestre de 2025 e o de 2026. Eis os dados:
- taxa nominal ponderada acumulada – de 24,3% para 25,3%;
- taxa média mensal equivalente – de 3,69% para 3,83%;
- inadimplência acima de 90 dias – de 6,5% para 7,37% (alta de 0,87 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos).
Em 2024, a taxa de inadimplência de pessoas físicas era de 5,59%. A alta em 2 anos é de 1,78 ponto percentual.
O saldo real do crédito livre para pessoas físicas cresceu 6,1% e atingiu R$ 2,353 trilhões. As novas concessões subiram 5,1% e somaram R$ 2,025 trilhões.
A renda familiar consolidada avançou 7,4%, de R$ 3,278 trilhões para R$ 3,521 trilhões, segundo a entidade.
PESSOAS JURÍDICAS
As empresas pagaram R$ 158,6 bilhões em juros no 1º semestre de 2026. No mesmo período de 2025, o valor foi de R$ 158,1 bilhões, variação de 0,3%.
O saldo real do crédito empresarial recuou 2,4%, conforme a FecomercioSP. Eis os dados:
- taxa nominal ponderada – de 10,5% para 11%;
- taxa média mensal equivalente – de 1,68% para 1,76%;
- valor inadimplente – alta de 10,7%, de R$ 58,3 bilhões para R$ 64,5 bilhões;
- taxa de inadimplência – de 3,51% para 3,98% (alta de 0,47 ponto percentual, ou 13,4% em termos relativos).
Em 2024, a taxa de inadimplência das empresas era de 3,36%.
TOTAL
Somadas, as despesas com juros de famílias e empresas chegaram a R$ 674 bilhões no semestre. O valor é 7,4% maior do que o do 1º semestre de 2025 e 13% superior ao de 2024.
O estoque de dívidas com atraso superior a 90 dias aumentou 17,7% em 12 meses e somou R$ 251,4 bilhões. Em relação a 2024, a alta real é de 39,4%.
A FecomercioSP afirma que, em 2024, o aumento dos gastos com juros ocorreu com inadimplência controlada.
Em 2026, segundo a entidade, as despesas financeiras crescentes se somam ao acúmulo mais rápido de dívidas em atraso.
A federação também diz que o menor estoque real de crédito às empresas indica que as companhias tomam menos recursos, mas pagam taxas individualmente mais altas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Gabriel Lopes.
