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Lula “não fugiu” depois de condenação, diz Guimarães

Lula “não fugiu” depois de condenação, diz Guimarães

Ministro comparou condenação de Lula com possível perseguição política de Flávio, que saiu do país

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados- 04.ago.2026

PODER360

27.out.2026 (terça-feira) – 18h47

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O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), comparou nesta 3ª feira (27.out.2026) o comportamento do senador e candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ao comportamento do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Guimarães, diferentemente de Lula, que ficou no país para encarar a Justiça em 2018, Flávio foi “frouxo” e “covarde”. A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil.

“A Justiça Eleitoral, ao declarar vitorioso o presidente Lula, fez o reconhecimento do resultado das urnas. E os que perdem ou os que ganham precisam estar preparados para resistir a qualquer investigação. Ora, se ele justificou a saída do Brasil por conta de um início de perseguição de um ministro do Supremo, os órgãos do Judiciário existem para corrigir injustiças, como fizeram com o Lula. O juiz de primeiro grau condenou o Lula; o Supremo anulou a condenação. Portanto, era isso que se esperava de um cara que foi quase eleito presidente da República no 1º turno. […] Portanto, não acho isso uma atitude compatível com alguém que pretendia ser presidente de um país do tamanho do Brasil”, afirmou Guimarães.

O senador saiu do país entre 2ª e 3ª feira (26 e 27.out).

Apesar de não ter sido condenado pela Justiça, Flávio é investigado em 2 inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Um deles, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura possível lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, enquanto outro investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Sua “fuga” veio depois que, na 2ª feira (26.out), a Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes, por determinação de Moraes. O prazo terminava às 12h desta 3ª feira.

 TRUMP E MILEI

Ainda durante a entrevista, Guimarães comentou sobre o reconhecimento e os parabéns recebidos por Lula por outros líderes de Estado tanto da América Latina quanto do resto do mundo, inclusive os de direita. 

Segundo o ministro, os únicos presidentes de relevância internacional que não ligaram para o petista foram o argentino Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) e o norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).

“Tem 2 chefes de Estado que não ligaram para reconhecer a vitória do Lula: o argentino Javier Milei —de quem não se espera nada também, né? Difícil ele fazer qualquer declaração e reconhecimento— e o 2º é o presidente dos Estados Unidos, o Trump. […] a nossa expectativa é que ele, a curto prazo, possa declarar o reconhecimento das eleições, porque todos os chefes de Estado de importância no mundo já ligaram para o Lula. Todos da América Latina —impressionante, até os que têm uma configuração mais à direita […] acho lamentável que tenha algum chefe de Estado que não tenha ligado para o presidente para fazer o reconhecimento público do significado dessa eleição no Brasil”.

MINISTRO DA FAZENDA

Por último, ao ser perguntado sobre qual perfil o governo Lula procuraria para ocupar o cargo de ministro da Fazenda, Guimarães disse acreditar que a pessoa deva ter um equilíbrio entre “o fiscal e o social”, assim como foi, em sua opinião, a gestão de Fernando Haddad (PT-SP).

“Nem pode ser, na minha humilde opinião, nem um cara que só se preocupa com o fiscal, nem um cara que só se preocupa com o social. Tem que trabalhar as duas coisas, como o Haddad trabalhou no passado”, completou.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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