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Deficit das contas externas cai 42% e vai a US$ 5,1 bi em setembro

Deficit das contas externas cai 42% e vai a US$ 5,1 bi em setembro

Balança comercial tem superavit de US$ 6,9 bi. Em 12 meses, deficit em transações correntes é de US$ 60,0 bi, ou 2,33% do PIB

Sérgio Lima/Poder360 – 3.set.2018

Gabriel Lopes
de Brasília

26.out.2026 (segunda-feira) – 10h17

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O Brasil registrou deficit de US$ 5,1 bilhões em transações correntes em setembro de 2026. O resultado é 42% menor ante o mesmo período de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 8,8 bilhões. Os dados foram divulgados nesta 2ª feira (26.out.2026) pelo Banco Central, na Nota de Estatísticas do Setor Externo.

No acumulado em 12 meses, o deficit ficou em US$ 60,0 bilhões, o equivalente a 2,33% do PIB. Eis a evolução:

  • setembro de 2025: US$ 78,4 bilhões (3,57% do PIB);
  • agosto de 2026: US$ 63,7 bilhões (2,50% do PIB);
  • setembro de 2026: US$ 60,0 bilhões (2,33% do PIB).

Em relação a agosto, a queda foi de 0,17 ponto percentual (p.p.) do PIB. Na comparação com setembro de 2025, foi de 1,24 p.p.

BALANÇA COMERCIAL

O superavit na balança de bens foi de US$ 6,9 bilhões em setembro, contra US$ 2,5 bilhões no mesmo mês de 2025. A alta é de 176%, ou US$ 4,4 bilhões.

  • exportações: US$ 34,6 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual;
  • importações: US$ 27,7 bilhões, queda de 1,7%.

SERVIÇOS E RENDA PRIMÁRIA

O deficit na conta de serviços subiu de US$ 4,8 bilhões em setembro de 2025 para US$ 5,2 bilhões em setembro de 2026. Segundo o BC, as principais contas foram:

  • transportes: deficit de US$ 1,6 bilhão (+19,4%);
  • propriedade intelectual: deficit de US$ 1,4 bilhão (+8,5%);
  • viagens internacionais: despesa líquida de US$ 1,4 bilhão (+27,7%);
  • aluguel de equipamentos: deficit de US$ 1,2 bilhão (+28,1%);
  • telecomunicação, computação e informações: deficit de US$ 0,6 bilhão (-17,6%).

Nas viagens, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 2,3 bilhões (+19,3%). As receitas foram de US$ 0,9 bilhão (+8,3%).

O deficit em renda primária foi de US$ 7,2 bilhões, ante US$ 6,9 bilhões em setembro de 2025. As despesas líquidas com lucros e dividendos subiram 13,9%, para US$ 5,1 bilhões. Os gastos líquidos com juros caíram 12,2%, para US$ 2,2 bilhões.

INVESTIMENTO DIRETO

O Investimento Direto no País (IDP) teve ingressos líquidos de US$ 11,3 bilhões em setembro, ante US$ 9,6 bilhões no mesmo mês de 2025. Na composição do mês:

  • participação no capital: US$ 8,1 bilhões, dos quais US$ 4,3 bilhões em participação direta (exceto lucros reinvestidos) e US$ 3,8 bilhões em lucros reinvestidos;
  • operações intercompanhia: ingresso líquido de US$ 3,2 bilhões.

Em 12 meses, o IDP somou US$ 88,3 bilhões (3,43% do PIB). O valor equivale a 147% do déficit em transações correntes no mesmo período (US$ 60,0 bilhões).

INVESTIMENTOS EM CARTEIRA

Os investimentos em carteira no mercado doméstico registraram saídas líquidas de US$ 2,1 bilhões em setembro. Segundo o BC:

  • ações e fundos de investimento – retiradas de US$ 1,7 bilhão;
  • títulos de renda fixa domésticos – saídas de US$ 0,4 bilhão.

Em 12 meses, a conta tem ingressos líquidos de US$ 5,1 bilhões.

RESERVAS INTERNACIONAIS

As reservas internacionais fecharam setembro em US$ 362,8 bilhões. Houve queda de US$ 9,8 bilhões ante agosto (US$ 372,6 bilhões). Entre os fatores apontados pelo BC:

  • variação de preços de ativos: -US$ 3,7 bilhões;
  • variação de paridades entre moedas: -US$ 2,5 bilhões;
  • vendas líquidas no mercado à vista: -US$ 2,0 bilhões;
  • concessão líquida de linhas com recompra: -US$ 2,0 bilhões;
  • receita de juros: +US$ 0,9 bilhão.

CÂMBIO EM OUTUBRO

Nas parciais de outubro, até o dia 21, o BC registra saldo positivo de US$ 3,878 bilhões no fluxo comercial. As exportações somaram US$ 16,492 bilhões. As importações foram de US$ 10,903 bilhões, e as demais operações, de US$ 1,711 bilhão.

No fluxo financeiro, o saldo é positivo em US$ 1,572 bilhão: compras de US$ 50,537 bilhões e vendas de US$ 48,965 bilhões. A posição vendida dos bancos no mercado à vista era de US$ 27,155 bilhões.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Gabriel Lopes.

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