Trump diz que poderá dar “golpe contundente” no Irã
Após ameaças, Exército iraniano afirma que eventual retomada das hostilidades pode resultar em uma guerra mais longa
PODER360
2.nov.2026 (segunda-feira) – 11h56
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou no domingo (1º.nov.2026) que ainda há alvos militares a atingir no Irã. Afirmou que poderá ser necessário dar um “golpe contundente” contra Teerã em algum momento.
“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil. Quero tentar salvar todas essas vidas, se puder”, disse Trump durante um comício no Estado de Iowa. “Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles”, acrescentou. As informações são da agência France Presse.
Os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra no Oriente Médio têm sido interrompidos por repetidas ameaças dos EUA e de Israel de retomar os bombardeios, enquanto realizam eleições cruciais nos 2 países.
Segundo o site Axios, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), pressionou Trump a atacar o Irã imediatamente depois das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para esta 3ª feira (3.nov), enquanto o republicano estava ansioso para deixar as negociações seguirem seu curso.
Em declarações a jornalistas no domingo (1º.nov), Trump confirmou ter discutido sobre o Irã com Netanyahu, mas não deu mais detalhes.
Segundo a AFP, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse à TV estatal iraniana que uma eventual retomada das hostilidades pelos EUA poderia resultar em uma guerra mais longa do que a fase anterior do conflito.
“Uma eventual guerra futura poderá durar mais do que o conflito anterior, e o presidente norte-americano não estará em condições de ditar nem o cronograma nem as condições para seu término”, declarou.
Na fase mais intensa da guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, Teerã retaliou com ataques de mísseis e drones em toda a região. Grupos armados alinhados ao Irã juntaram-se aos combates no Líbano e no Iêmen.
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