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Pequenas empresas não estão prontas para reforma tributária, diz Fenacon

Pequenas empresas não estão prontas para reforma tributária, diz Fenacon

Presidente da entidade afirmou que o governo federal deveria realizar um trabalho de conscientização com as companhias

Divulgação/Fenacon

Bruna Rossi

de Brasília

2.nov.2026 (segunda-feira) – 6h00

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O presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), Reynaldo Lima Jr., disse acreditar que as pequenas empresas brasileiras não estão preparadas para a reforma tributária. 

“Vemos empresas grandes se estruturando e se organizando, mas entre médias, micro e pequenas empresas existe um distanciamento e uma série de dúvidas”, declarou o presidente da Fenacon.

Assista (28min55s):

Reynaldo afirmou que o governo federal deveria realizar um trabalho de conscientização com as empresas porque a reforma tributária “é muito profunda e tem muitos detalhes”.

“A maior orientação que podemos dar é a de se preocupar por etapas. Vamos nos preocupar com o CBS que está entrando em vigor em janeiro. Não nos preocupar com questões que vão acontecer só em 2029. Vamos nos preocupar com ações agora para não nos perdermos”, afirmou.

Fim da 6 X 1

O presidente da Fenacon declarou que o fim da escala 6 X 1 traz um impacto financeiro especialmente às pequenas e médias empresas.

“O objetivo da mudança da escala para a 5 X 2 força as empresas a se adequar e nem sempre elas têm capacidade financeira de contratar e de se ajustar”, afirmou.

Segundo Reynaldo, o fim da escala 6 X 1 deveria ser implementado de forma gradual por setor ou por porte de empresa.

“A imposição de um modelo que é para todo mundo não foi o melhor modelo escolhido. Deveríamos ter dado mais autonomia. A escala poderia acontecer como aconteceu, mas acho que tinha que ser pensada nas atividades, principalmente, as que têm regime de escala, por exemplo, a atividade médica”, declarou.

Limites do Simples Nacional

O presidente da Fenacon disse acreditar que sem essa atualização dos limites do Simples Nacional pode haver um desestímulo ao crescimento das empresas. O limite geral de faturamento do Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo ele, o que deveria ser prioridade na agenda econômica do governo federal para melhorar o ambiente de negócios em 2027 é essa questão do limite geral do Simples Nacional.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Bruna Rossi.

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