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Mercado ilegal cresceu em países que restringiram bets, diz estudo

Mercado ilegal cresceu em países que restringiram bets, diz estudo

Pesquisa com base em experiências de 11 países também identificou perda de arrecadação e saída de recursos para o exterior

Joédson Alves/Agência Brasil – 26.set.2024

PODER360

1.nov.2026 (domingo) – 12h53

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Um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos que analisou os efeitos de restrições às apostas on-line em 11 países identificou casos de migração da demanda para plataformas ilegais, perda de arrecadação e saída de recursos para o exterior. Também houve registros de redução da movimentação financeira e do mercado de apostas em alguns países.

O estudo analisou diferentes modelos de restrição: proibição total, veto a operadores voltados ao exterior, proibição parcial e monopólio estatal. Também examinou países que mantêm mercados legais, mas restringem a publicidade. Entre os países analisados estão China, Estados Unidos, Índia, Suíça, Noruega e Indonésia. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

Na China, por exemplo, onde apostar é totalmente proibido, cerca de US$ 145 bilhões saíram de forma ilegal do país só em 2020 para apostas no exterior, segundo o estudo.

Já na Indonésia, apesar da queda recente na movimentação de recursos para apostas on-line, 12,3 milhões de pessoas fizeram depósitos em plataformas ilegais, uma evidência da persistência do mercado ilegal.

“Os casos analisados mostram um padrão comum: a proibição total das apostas online reduz a oferta legal e visível, mas não elimina a demanda, causando consequências indesejadas também. Parte dessa demanda migra para operadores estrangeiros ou clandestinos”, conclui o levantamento.

Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A medida também determinou o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja), entre outras entidades, acionaram o Supremo Tribunal Federal, questionando a MP e pedindo sua suspensão até julgamento no plenário.

O ministro Luiz Fux marcou audiência pública sobre o tema para 3ª feira (3.nov), com a participação de representantes do governo, de entidades do setor e de clubes de futebol.

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