Indústria perde 4,1% desde maio e apaga ganhos de 2026
Retração praticamente anula o avanço de 4,2% registrado de janeiro a abril, segundo dados do IBGE
José Paulo Lacerda/CNI – 22.nov.2012
Simone Kafruni
de Brasília
5.nov.2026 (quinta-feira) – 9h56
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A produção industrial brasileira acumulou queda de 4,1% de maio a setembro de 2026 e eliminou quase todo o crescimento de 4,2% registrado nos 4 primeiros meses do ano. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a recuperação observada no início de 2026 perdeu força ao longo dos meses seguintes.
O levantamento, divulgado nesta 5ª feira (5.nov.2026), indica que a indústria encerrou setembro praticamente no mesmo patamar do início do ano. A perda acumulada desde maio anulou a maior parte dos ganhos anteriores, apesar de o setor ainda registrar crescimento de 0,4% na comparação dos 9 primeiros meses de 2026 com igual período de 2025. Eis a íntegra (PDF – 2 MB).
O movimento representa uma mudança na trajetória da atividade industrial. Depois de avançar no 1º quadrimestre, o setor passou a apresentar resultados predominantemente negativos, sem conseguir sustentar a expansão inicial.
A sequência de retrações também se refletiu na tendência da produção. A média móvel trimestral, indicador que reduz oscilações pontuais, manteve trajetória descendente desde maio.
A perda de ritmo é relevante para a economia porque a indústria participa de diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a fabricação de insumos até a oferta de máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas.
O enfraquecimento da atividade também pode afetar as decisões de investimento e a demanda por produtos e serviços associados à produção industrial.
Os dados mostram que o desempenho positivo do início do ano não foi suficiente para sustentar uma trajetória contínua de crescimento.
A evolução da produção nos próximos meses será importante para determinar se a indústria conseguirá recuperar parte das perdas acumuladas desde maio ou encerrará 2026 com crescimento próximo da estabilidade.
QUEDA ATINGE 17 SETORES
A retração de setembro foi disseminada entre as atividades industriais. Dos 25 ramos pesquisados pelo IBGE, 17 registraram queda na comparação com agosto.
Entre as 4 grandes categorias econômicas, 3 apresentaram resultados negativos. Leia quais:
- Bens de capital – -1,9%;
- Bens intermediários – -0,7%;
- Bens de consumo duráveis – 0,7%;
- Bens de consumo semi e não duráveis – -1,2%.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Simone Kafruni.
