A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (5) o GPT-6 Cyber, um modelo desenvolvido para encontrar e explorar falhas de segurança. O lançamento é apenas para um pequeno grupo de clientes selecionados, uma vez que a IA é classificada como “crítica” em cibersegurança.
Segundo a desenvolvedora, o modelo tem como objetivo ajudar pesquisadores de segurança a encontrar vulnerabilidades, testar como elas podem ser exploradas e corrigir falhas antes que elas sejam encontradas por invasores.
A OpenAI afirmou que seus pesquisadores usaram o GPT-6 Cyber para encontrar 81 vulnerabilidades do Firefox até então desconhecidas, que a Mozilla classificou como de alta gravidade. A Mozilla já começou a liberar correções.
A desenvolvedora também ajudou a desenvolver exploits funcionais para 948 vulnerabilidades do sistema operacional Linux, incluindo 588 que eram anteriormente desconhecidos. Um exploit funcional é um pedaço de código ou conjunto de comandos criado para se aproveitar de uma falha ou vulnerabilidade em um software, sistema operacional ou rede.
A companhia também divulgou 304 descobertas críticas sobre o Linux aos desenvolvedores, junto as propostas de correção.
A OpenAI elevou a classificação de cibersegurança do GPT-6 Cyber para “crítica”, de acordo com sua estrutura de segurança. A classificação do GPT-5.6 Cyber era “alta”.
A empresa afirmou estar observando um aumento nas tentativas de uso indevido de IA, inclusive por agentes cibernéticos maliciosos e grupos que buscam extrair informações confidenciais de seus modelos.
O GPT-6 Cyber está disponível para clientes selecionados do Daybreak Red, o nível de acesso da OpenAI para trabalhos de segurança avançados e autorizados, afirmou a companhia. O acesso será expandido para todos os clientes aprovados do Daybreak Red nas próximas semanas.
A OpenAI também disponibilizará seu modelo GPT-5.6 Cyber anterior a todos os clientes da Daybreak Red a partir desta quinta-feira.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por vitoriagomez.
