Dólar sobe 0,67% e fecha a R$ 5,489; Ibovespa cai 0,82%
Bolsa fecha aos 166.191,45 pontos com queda de ações de tecnologia nos EUA e Selic mantida em 13,75%
Infografia/Poder360 – 5.nov.2026
Gabriel Lopes
de Brasília
5.nov.2026 (quinta-feira) – 18h50
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O dólar comercial fechou em alta de 0,67% nesta 5ª feira (5.nov.2026), cotado a R$ 5,489.
O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos.
O principal fator de pressão foi a piora do ambiente em Nova York. A venda de ações de empresas de IA (inteligência artificial), semicondutores e data centers aumentou a aversão ao risco e levou investidores a reduzir posições em mercados emergentes.
O movimento ocorre 1 dia depois da vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA. O partido conquistou maioria na Câmara dos Representantes e no Senado.
Na 4ª feira (4.nov), o resultado havia impulsionado as bolsas norte-americanas. A expectativa era de maior fiscalização sobre o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e de limites à sua agenda econômica.
Agora, porém, a possibilidade de maior controle sobre investimentos em IA e sobre a expansão de data centers pesou sobre as ações do segmento.
Agenda econômica
O mercado acompanhou a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ministros, ex-ministros e economistas para discutir a agenda econômica. O encontro manteve as contas públicas no radar.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou depois da reunião que houve “elevada convergência” entre os participantes sobre as diretrizes econômicas. Disse, porém, que medidas específicas não foram discutidas.
Outro fator foi a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi por unanimidade.
O Copom interrompeu uma sequência de 5 cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O BC citou:
- aumento das incertezas;
- elevação das expectativas de inflação;
- desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica.
Segundo o BC, esses fatores tornam o cenário mais desafiador para a política monetária.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Gabriel Lopes.
