A agropecuária foi o único setor da economia a registrar saldo negativo de empregos em setembro, contabilizando 4.381 demissões a mais do que contratações, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta quarta-feira (4).
Apesar do recuo do setor agropecuário, o Brasil fechou o mês com saldo positivo de 121,3 mil empregos formais, o que representa uma queda de 45,3% na comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com o ministério, o resultado de setembro na agropecuária reflete uma retração de 0,23% frente ao saldo registrado no mesmo mês do ano anterior.
Segundo a pasta, a queda foi puxada principalmente pelos cultivos de café e alho, que fecharam o mês com saldos negativos de 5,5 mil e 1,3 mil postos formais de trabalho, respectivamente.
Por outro lado, as atividades de cana-de-açúcar (3,1 mil vagas), criação de bovinos para corte (550 novas vagas) e cultivo de soja (494) lideraram a geração de empregos formais no setor durante o período.
No acumulado do ano, o segmento acumula um saldo positivo de 51,8 mil postos formais criados entre janeiro e setembro, um avanço de 2,87% ante o mesmo período de 2025.
Dados da pasta apontam que o bom desempenho do agro foi puxado pela criação de novas vagas em atividades de apoio à agricultura e à pecuária (15,3 mil postos formais), cultivo de café (7,4 mil postos formais) e de alho (3,6 mil postos formais).
*sob a supervisão de Luciana Franco
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Arthur Bambini.
