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“Pergunta ao Google”: Lula e Flávio citam buscador 13 vezes

“Pergunta ao Google”: Lula e Flávio citam buscador 13 vezes

Petista incentivou o telespectador a pesquisar temas na ferramenta; Flávio criticou a recorrência das citações

Leonardo Gimenes/Poder360 – 23.out.2026

Gustavo Caixeta

24.out.2026 (sábado) – 0h48

Priorize o Poder no Google

Durante o debate presidencial da TV Globo, realizado nesta 6ª feira (23.out.2026), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) citaram o Google 13 vezes. “Dá um Google”, disse o presidente mais de uma vez ao telespectador.

Lula citou a ferramenta como um convite para o telespectador comparar por conta própria os investimentos de seu governo e do governo de Jair Bolsonaro no agronegócio e no Estado do Amazonas, além de pedir a comparação dos gastos com o cartão corporativo.

O petista também usou a ferramenta de pesquisa como estratégia para questionar a veracidade das falas do senador. “Galera, dá um Google aí. Dá um Google no que ele falou que vocês vão perceber que ele é aquele cara que estuda para decorar e não para saber”, declarou. Lula terminou o debate citando o Google 10 vezes.

Flávio citou o buscador 3 vezes. Primeiro, disse que o telespectador deveria checar no Google as falas de Lula sobre os investimentos de seu governo na agricultura. Depois, questionou o petista sobre quem governava o Brasil: ele ou a ferramenta.

“Eu confesso que estou com um pouquinho de dificuldade para entender o que ele está falando, mas vamos lá. Ô, Lula, quem é que governa o Brasil? É você ou é o Google? Tudo você pergunta para o Google? Você não sabe responder nada?”, indagou o senador.

ESTRATÉGIA DA ESQUERDA

O convite ao eleitor para pesquisar no Google temas que envolvem Flávio Bolsonaro tem sido uma estratégia da esquerda no 2º turno, impulsionada no canal do WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Além das pesquisas, o espaço é usado para mobilizar o compartilhamento de vídeos, a produção de memes e a publicação de hashtags no X.

O deputado já orientou os seguidores do canal a pesquisarem “Bolsonaro Talvane Albuquerque” ou “Flávio esquema pandemia” com o objetivo de aumentar o volume de buscas e impulsionar o algoritmo do buscador, a fim de dar visibilidade a pautas desfavoráveis ao adversário.

A campanha de Flávio foi ao Tribunal Superior Eleitoral para questionar a influência dos resultados de buscas no Google. Em resposta ao TSE, a empresa disse que não identificou sinais de tráfego automatizado nem constatou violações de suas políticas que justificassem a aplicação de penalidades.

“Variação acentuada de interesse de pesquisa é fenômeno corriqueiro diante de acontecimento noticioso de grande repercussão e, isoladamente considerada, nada afirma sobre a licitude ou a origem do interesse que a produziu”, afirmou o Google.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Gustavo Caixeta.

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