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Chamado de miliciano, Flávio diz que vai combater milícias

Chamado de miliciano, Flávio diz que vai combater milícias

Senador negou envolvimento com grupos criminosos e prometeu classificá-los como organizações narcoterroristas; Flávio já concedeu honraria e empregou família de miliciano em seu gabinete

Reprodução/TV Globo

Mariana Aquino

de Brasília

24.out.2026 (sábado) – 0h45

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, negou nesta 6ª feira (23.out.2026) ter envolvimento com milícias e afirmou que pretende combater esses grupos caso seja eleito. A declaração foi feita durante o último debate presidencial da TV Globo, depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamá-lo de “miliciano”.

“O candidato aqui insiste em me acusar de crimes que eu nunca cometi. Eu nunca fui investigado por causa de envolvimento com milícia, Lula”, disse Flávio.

O senador afirmou que pretende classificar as milícias como organizações narcoterroristas e endurecer o combate aos grupos criminosos.

“Eu vou combater as milícias. Eu vou classificar miliciano como organização narcoterrorista. Ele vai ficar muito mais tempo preso”, declarou.

RELAÇÃO DE FLÁVIO COM MILÍCIAS

Em 2005, Flávio era deputado estadual e concedeu a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro e integrante de uma milícia, segundo o Ministério Público. Essa é a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Em seu gabinete na Alerj, também empregou a ex-mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, e a mãe do ex-capitão, Raimunda Veras Magalhães, segundo investigações. Nóbrega foi morto em fevereiro de 2020 durante uma operação policial na Bahia.

Em 22 de setembro deste ano, foi divulgado que Flávio destinou uma emenda parlamentar de R$ 199.999,79 a um instituto esportivo, a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.

ENTENDA A DISCUSSÃO

O embate começou quando Lula reagiu a uma declaração de Flávio, que havia se referido ao presidente como “9 dedos”, em alusão ao acidente de trabalho sofrido pelo petista na juventude.

Lula afirmou que perdeu um dedo enquanto trabalhava e criticou a referência feita pelo adversário.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de 9 dedos”, disse.

Flávio pediu desculpas: “Lula, se eu te ofendi porque eu te chamei de 9 dedos, eu te peço desculpa, de verdade. Não queria te ofender”, afirmou.

A discussão sobre milícias voltou na parte final do encontro, quando Flávio, em direito de resposta concedido pela organização do debate, negou a associação feita pelo presidente e apresentou suas propostas para a segurança pública.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Mariana Aquino.

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