Marinho diz que Flávio se exilou para evitar prisão
Coordenador de campanha disse que Flávio deixou o país para preservar a liberdade, mas reconhece que não há ordem judicial para prender o senador
Reprodução/YouTube @UnescTV – 18.ago.2026
Juliana Alves
de Brasília
28.out.2026 (quarta-feira) – 22h18
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta 4ª feira (28.out.2026) que o senador precisou deixar o Brasil e se “exilar” nos Estados Unidos para preservar sua liberdade e evitar uma eventual prisão. Segundo Marinho, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria condições de continuar no país depois de se lançar candidato à Presidência da República.
“Politicamente, ele não tem condições de continuar no Brasil sob pena de ser preso pelo simples fato de ter ousado ser candidato”, declarou Marinho a jornalistas no Senado, reconhecendo, porém, que não há ordem de prisão contra Flávio.
Na 2ª feira (26.out), Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas. Não entregou, descumprindo a ordem, que partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na 3ª feira (27.out), fugiu do país com sua mulher e as duas filhas adolescentes. Chegou à Florida, no sudeste dos Estados Unidos, na manhã desta 4ª feira (28.out). Leia a linha do tempo do caso aqui.
Marinho questionou os fundamentos do caso e afirmou que o indício mencionado no inquérito faz referência à investigação da PF sobre o advogado Willer Tomaz.
A PF encontrou e-mails que indicavam que Flávio havia sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Willer. Os registros foram identificados após a quebra do sigilo telemático do advogado.
Marinho afirmou que a informação sobre a conta foi apresentada ao ministro responsável pelo caso e à PF. Ele também questionou a intimação para que Flávio entregasse seus passaportes. Para Marinho a situação é “muito estranha”.
Flávio e sua sua família fugiram do Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões de Moraes. A Polícia Federal expediu o pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026 –o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país.
“Exílio político”
Marinho classificou Flávio como um “exilado político” e afirmou que a saída do senador do país não foi uma escolha. Segundo ele, a decisão foi necessária para garantir a integridade física, a liberdade e a possibilidade de Flávio continuar se manifestando politicamente.
“Nessa eleição e nas eleições subsequentes, o Flávio só tem esse caminho. A ele não restou outra opção para manter a sua integridade física, a sua liberdade e a sua capacidade de poder falar o que precisa ser falado, se não sair, se exilar do país”, afirmou.
Disputa pelo Senado
Marinho também comentou sua possível candidatura à Presidência do Senado. O PL deve discutir o assunto em reunião convocada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, para a próxima 4ª feira (4.nov).
O senador afirmou que, caso sua candidatura seja oficializada, defenderá a independência entre os Poderes e o cumprimento da Constituição. Ele disse que o país enfrenta problemas de funcionamento das instituições e de invasão de prerrogativas.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Juliana Alves.
