O avião que supostamente estaria transportando o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly, comandada pelo empresário argentino Luis Grande.
Segundo dados do rastreador de voos FlightAware, a aeronave de matrícula LV-JQW partiu de Guayaquil, no Equador, e está prevista para pousar às 10h18, no horário de Brasília, no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, nos Estados Unidos.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.
A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.
Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado da Baires Fly. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.
A Baires Fly também já foi usada pelo presidente argentino Javier Milei. Em sua primeira viagem internacional após ser eleito, em novembro de 2023, Milei viajou em um jato Gulfstream V (matrícula LV-KAX), da Baires Fly, para Nova York e Washington, segundo a imprensa argentina relatou na época. Aliados do presidente, como sua irmã e secretária-geral, Karina Milei, e o ministro da economia, Luis Caputo, também estavam a bordo da aeronave.
De acordo com o jornal argentino La Nacion, o nome da Baires Fly também apareceria em operações financeiras investigadas no âmbito de uma acusação criminal contra Sergio Mastropietro, empresário de aviação investigado como peça-chave em um esquema de superfaturamento na Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) e apontado como administrador oculto da empresa.
O escândalo envolvendo o suposto superfaturamento e lavagem de dinheiro da ANDIS abalou a política argentina e levantou suspeitas sobre nomes próximos ligados a Milei, como o ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, e a própria irmã e secretária-geral do presidente, Karina Milei. O caso ainda não foi concluído e segue em andamento na Justiça argentina.
A CNN Brasil entrou em contato com a Baires Fly para confirmar se Flávio Bolsonaro de fato embarcou na aeronave LV-JQW, além de verificar quem contratou e pagou pelo frete da aeronave, mas ainda não obteve resposta.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por marianacatacci.
