InícioRecentesMPRO debate desafios ambientais e uso de tecnologias na proteção da Amazônia

MPRO debate desafios ambientais e uso de tecnologias na proteção da Amazônia

Promotora de Justiça participou do V Canoar, em Porto Velho, e abordou fiscalização ambiental, sensoriamento remoto e Inteligência Artificial

Porto Velho, RO – O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou, nesta segunda-feira (21/9), do V Colóquio de Comunicação e Cultura na Amazônia Rondoniense (Canoar), promovido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho. O evento ocorre de 21 a 25 de setembro de 2026 e tem como tema “Desmistificando Ecossistemas Geopolíticos: Narrativas e Fronteiras”.

O encontro reúne pesquisadores, jornalistas, estudantes e representantes de comunidades locais para discutir questões relacionadas à Amazônia, incluindo geopolítica, comunicação comunitária e os desafios ambientais da região.

A promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), Valéria Giumelli Canestrini, participou do painel “Geopolítica e os impactos das tecnologias emergentes na Amazônia”, com uma apresentação sobre os desafios ambientais de Rondônia e o uso de ferramentas tecnológicas na proteção do território.

Desafios ambientais em Rondônia

Durante a palestra, a promotora abordou problemas ambientais enfrentados em Rondônia e apresentou ações desenvolvidas pelo MPRO na proteção da Amazônia. Entre os temas discutidos estiveram desmatamento, queimadas, incêndios, estiagens, qualidade do ar, proteção de unidades de conservação e terras indígenas, mineração ilegal e recursos hídricos.

A apresentação também destacou o caráter transfronteiriço dos problemas ambientais. Rios, florestas, fumaça de incêndios e biodiversidade não se limitam às divisões territoriais entre Estados e países. Nesse contexto, a proteção da Amazônia demanda ações coordenadas e cooperação entre os países que integram a região.

Tecnologia como ferramenta de fiscalização

Outro tema abordado foi o uso de tecnologias para acompanhar as transformações ambientais. Imagens de satélite, mapas e sistemas de monitoramento podem auxiliar na identificação de áreas de desmatamento, queimadas e outras alterações na cobertura vegetal.

Segundo a promotora, o sensoriamento remoto permite observar a superfície terrestre por meio de satélites e outros equipamentos, ampliando a capacidade de fiscalização e contribuindo para que os órgãos públicos identifiquem áreas que necessitam de atenção.

A utilização de dados ambientais também pode apoiar medidas preventivas, permitindo identificar riscos e orientar a atuação das instituições responsáveis pela fiscalização e proteção ambiental.

Atuação do MPRO

Valéria Giumelli Canestrini apresentou ainda iniciativas desenvolvidas pelo MPRO no enfrentamento de problemas ambientais. Entre as ações estão a atuação do Gaema, operações relacionadas às queimadas, articulação com outras instituições, realização de seminários e atividades de educação ambiental.

A promotora também destacou que a integração de bancos de dados, ferramentas de geoprocessamento, imagens de satélite e Inteligência Artificial pode ampliar as possibilidades de análise e planejamento das ações do Ministério Público.

Inteligência Artificial na proteção ambiental

Durante o painel, foram discutidas ainda possibilidades de aplicação da Inteligência Artificial na proteção da Amazônia. A tecnologia pode auxiliar na análise de grandes volumes de informações e na identificação de padrões relacionados a desmatamentos, queimadas, invasões territoriais e outras alterações ambientais.

A apresentação ressaltou, porém, a necessidade de cuidados no uso dessas ferramentas, especialmente em relação à proteção de dados, segurança das informações e avaliação humana em decisões que possam envolver direitos.

Valéria também apresentou o projeto RONDON.IA, desenvolvido no âmbito do MPRO, que busca criar ferramentas para apoiar a atuação dos membros da instituição. A iniciativa pode contribuir para a análise de dados ambientais e para o planejamento de ações voltadas à proteção da Amazônia.

Ao encerrar sua participação, a promotora destacou a importância de pensar o futuro da região a partir da responsabilidade coletiva e da preservação ambiental.

“A Amazônia já está no mapa do mundo. Agora precisamos decidir qual será o seu lugar no futuro, pelo dever de solidariedade e para a sobrevivência da humanidade: para as presentes e futuras gerações”, concluiu.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Veja mais

ültimas