O preço do diesel está entre as principais preocupações do mercado de combustíveis em diferentes países.
No Brasil, pressionado pela volatilidade dos mercados internacionais e pela necessidade de complementar a oferta nacional com importações, o combustível ficou 6,67% mais caro nos primeiros 15 dias de outubro.
Os dados são do IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log) e mostram que o preço médio do litro do diesel comum chegou a R$ 7,20 no período. O diesel S-10, por sua vez, teve alta de 5,07%, para R$ 7,46 por litro.
Já a gasolina registrou avanço mais moderado, de 0,15%, e foi comercializada a R$ 6,73 por litro.
Na análise por regiões, o Sul registrou as maiores altas na primeira quinzena do mês. O diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97 por litro, enquanto o S-10 avançou 7,50%, chegando a R$ 7,17.
Apesar das altas, o Sul manteve o menor preço médio do diesel comum entre as regiões, ao lado do Sudeste. A região Sul também registrou a gasolina mais barata do país, com média de R$ 6,43 por litro.
Na outra ponta, o Norte concentrou os maiores preços médios regionais para todos os combustíveis analisados: R$ 7,75 por litro para o diesel comum, R$ 7,80 para o S-10, R$ 5,19 para o etanol e R$ 7,25 para a gasolina.
Entre os estados, Roraima apresentou o maior preço médio do diesel comum, de R$ 8,19 por litro. Minas Gerais, por sua vez, teve o menor valor, de R$ 6,91.
A alta dos preços em boa parte do país ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional e à necessidade de importação de diesel. O movimento persiste mesmo após o Ministério da Fazenda anunciar um aumento de R$ 1,40 por litro no subsídio concedido aos importadores de diesel rodoviário.
Com o reajuste, o benefício total passou de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro.
De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Brasil depende de fornecedores externos para abastecer o mercado doméstico de diesel, uma vez que a capacidade nacional de refino não é suficiente para atender integralmente ao consumo.
“A necessidade de recorrer ao mercado externo para garantir o abastecimento deixa os preços internos mais expostos às oscilações internacionais do combustível e dos custos de frete”, explica Vinicius Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.
“Por sua relevância para o transporte rodoviário, o diesel é um importante termômetro da atividade logística brasileira, e variações em seu preço podem ter reflexos em diferentes setores da economia.”
Etanol e gasolina
Com a disparada do diesel, outros combustíveis tiveram variações mais moderadas no período. O etanol, embora tenha registrado alta próxima de 4% em alguns recortes, continuou com preços médios inferiores aos do diesel.
O maior preço médio do etanol foi registrado em Sergipe, a R$ 5,54 por litro, enquanto São Paulo apresentou o menor, de R$ 4,03. Mato Grosso teve a maior alta estadual, de 3,96%, com preço médio de R$ 4,20. Já o Rio Grande do Norte registrou a maior queda, de 5,07%, para R$ 5,06 por litro.
No caso da gasolina, os preços médios variaram de R$ 7,64 por litro, em Roraima, a R$ 6,28, no Rio Grande do Sul. Pernambuco teve a maior alta, de 2,46%, para R$ 7,08, enquanto o Rio Grande do Norte registrou a maior queda, de 3,02%, chegando a R$ 6,74 por litro.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelasilva.
