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Movimento pela Moda une cadeia produtiva para impulsionar pequenos negócios

Fotos: Fábio Eufrazio
Cultura Empreendedora

Movimento pela Moda une cadeia produtiva para impulsionar pequenos negócios

Lançada pelo Sebrae na capital paulista, ação busca criar conexões estratégicas no segmento para superar entraves que vão da concorrência às demissões no setor
Por Roberta Jovchelevich

O Sebrae lançou o Movimento pela Moda na noite desta terça-feira (13), em São Paulo (SP), aproveitando a mobilização do setor com a semana da São Paulo Fashion Week, principal evento do calendário da moda nacional, que ocorre de 13 a 18 de outubro na capital paulista. A iniciativa foi criada para refletir e preparar o segmento para lidar com as dificuldades do mercado.

Considerado um dos principais segmentos da economia nacional, o setor de moda e vestuário enfrenta desafios constantes. Da concorrência desleal dos produtos falsificados à competitividade dos importados, são incontáveis situações a exigir criatividade e resiliência dos pequenos negócios do ramo.

“É uma cadeia pujante que gera emprego, renda e desenvolvimento para o país. Um mar de oportunidades, mas também um mar de desafios”

Fábio Krieger, gerente de competitividade do Sebrae Nacional

Para ele, a maior inovação, neste contexto, é trabalhar em conjunto, integrando os vários atores que compõem essa complexa cadeia de valor, no intuito de promover o desenvolvimento. “Juntos pela moda”, convocou.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apontam para R$ 234,2 bilhões de faturamento anual e 1,33 milhão de empregos diretos gerados pela indústria do vestuário. Ainda assim, o contexto preocupa.

“A indústria brasileira está perdendo espaço e andando de lado: foram mais de 20 mil demissões no acumulado de 2026 comparado a 2025”, afirmou o economista-chefe da Abit, Haroldo Silva, que fez a palestra ‘Perfil do setor têxtil e confecção no Brasil’.

Foto: Fábio Eufrázio

Entre os dados expressivos destacados, está o de que 61% dos trabalhadores do segmento são mulheres, que estiveram bem representadas na noite desta terça-feira. Cinco marcas comandadas por mulheres, de cada uma das regiões do país, puderam expor uma amostra de sua produção: Gabbe e Mariza Dias, de Santa Catarina; Irene Gama, do Amapá; Crys Rios, do Mato Grosso; Funlab, do Rio Grande do Norte; e Pareia, de São Paulo.

“Desde a estruturação do polo de moda do Sebrae (em Santa Catarina), conseguimos aumentar a produtividade dos pequenos negócios do ramo atendidos por nós em mais de 30%”, contou a gestora nacional de moda do Sebrae, Thaís Oliveira.

Ela e a colega Kamila Merle, também analista do Sebrae, reestruturaram a estratégia de moda do Sebrae Nacional nos últimos dois anos e agora buscam fortalecê-la, unindo-se aos diversos atores que impulsionam a indústria têxtil no país. “Precisamos construir esse tecido, com ações em parceria”, ressaltou Thaís.

Para Juliana Borges, analista de competitividade do Sebrae e ex-gestora de moda da instituição, a atuação integrada é um momento de realização. “Agradeço o sistema indústria por nos encorajar e estar conosco nesse caminho. Nosso desafio é fazer essas conexões complexas”, disse, referindo-se à união com parceiros estratégicos como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Senai, Sesi, movimento ‘Juntos pela Indústria’, além de grandes empresas e lideranças do setor, entre outros.

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Foto: Fábio Eufrázio

Representantes das entidades parceiras e gestores estaduais do ‘Movimento Pela Moda’ foram chamados ao palco em clima de celebração. Os últimos foram agraciados com o livro ‘Cérebro Moda’ (ed. Senac), de Nathalia Anjos, que discorre sobre o impacto da moda no sistema nervoso. “A vestimenta está ligada a vários fatores subjetivos, aos repertórios culturais e sociais de cada um”, esclareceu a autora, que integra o Conselho Brasileiro de Moda.

A experiência gastronômica ‘Entre fios e sabores’, do projeto Chefe de Origem, encerrou a noite. O chef goiano Vinícius Rossignoli propiciou aos convidados a oportunidade de provar diferentes sabores e texturas, exaltando o potencial de ingredientes típicos das cinco regiões do país, como açaí, mandioca e castanha de baru. “Cada prato representa um território, assim como a moda tem sua riqueza na diversidade regional”, explicou.

Conheça as soluções do Sebrae.

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  • Conteúdo reproduzido originalmente em: Agência Sebrae de Notícias por deboracronemberger.

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