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Preço do petróleo sobe após EUA atacarem a ilha iraniana de Qeshm

Preço do petróleo sobe após EUA atacarem a ilha iraniana de Qeshm

Acordo entre países para pôr fim à guerra está longe de ser alcançado, disse autoridade iraniana

Reprodução/Google Gemini (imagem gerada por IA)

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3.nov.2026 (terça-feira) – 7h58

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Os preços do petróleo subiram mais de US$ 1 nesta 3ª feira (3.nov.2026), depois que uma autoridade iraniana afirmou que um acordo para pôr fim à guerra estava longe de ser alcançado, enquanto os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm, na região do estreito de Ormuz.

Os ataques na 2ª feira (2.nov) aumentaram as preocupações sobre a escalada das hostilidades e os riscos ao fornecimento de energia. Às 6h50 (horário de Brasília), o Brent estava cotado a US$ 106,09 (+1,23%) o barril. Já o contrato de referência norte-americano West Texas Intermediate subiu 1,66%, para US$ 98,06 o barril.

Na 2ª feira (2.nov), ambos os índices de referência caíram mais de 7%, enquanto ocorriam negociações entre autoridades iranianas e do Qatar. No entanto, depois dos ataques à ilha iraniana, um alto funcionário iraniano disse à agência Reuters nesta 3ª feira (3.nov) que ambos os países estavam longe de chegar a um acordo para pôr fim à guerra e que Teerã não aceitaria as “exigências excessivas” de Washington.

Segundo a mídia estatal iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã deu a Washington uma “resposta forte e racional”, acrescentando: “A bola está com os EUA”.

EUA ATACAM ILHA IRANIANA

Qeshm fica localizada no sul do Irã, no Golfo Pérsico, bem próxima ao estreito de Ormuz. É a maior ilha do golfo, com cerca de 1.200 a 1.500 km². A ilha abriga um depósito subterrâneo de mísseis, uma base naval e uma usina de dessalinização. Já havia sido alvo de outros ataques norte-americanos.

A ofensiva integra uma estratégia de ataques de menor escala realizados pelos norte-americanos contra o Irã nas últimas semanas. Diferentemente do início da guerra, as autoridades dos EUA não estão anunciando nem confirmando as ações publicamente. 

Com os ataques de menor porte e sem divulgação, os EUA tentam sinalizar que não pretendem retomar grandes operações na região, segundo uma autoridade ouvida pelo Wall Street Journal.

A ação em Qeshm se deu na véspera das midterms, as eleições legislativas norte-americanas, marcadas para esta 3ª feira (3.nov). O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), havia rejeitado a possibilidade de os EUA retomarem as ofensivas na região depois do pleito.

Na 2ª feira (2.nov), Trump disse que o Irã quer um acordo para encerrar a guerra e sugeriu que um entendimento “pode acontecer”. “Estamos vencendo o Irã, vencendo com facilidade. Eles querem fazer um acordo. E isso pode acontecer”, declarou durante discurso em Washington.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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