O início de novembro será marcado por um forte contraste no tempo ao redor do Brasil. De um lado, a Região Sul está em estado de alerta para temporais severos, queda de granizo e chuva volumosa. De outro, o Nordeste enfrenta uma onda de calor, que pode levar os termômetros de algumas cidades a quase 40ºC ainda nesta semana.
De acordo com a Climatempo, as pancadas de chuva avançam a partir da manhã desta terça-feira (3) pelo sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. Ao longo da tarde e noite, o mau tempo se espalha por grande parte dos três estados, com risco de queda de granizo e ventos de até 70 km/h.
No Rio Grande do Sul, o alerta de perigo para chuva volumosa abrange cidades como Santana do Livramento, São Miguel das Missões, Alegrete, Santiago, Dom Pedrito e Santa Rosa. Em Santa Catarina, a região de Campos Novos deve ser a mais afetada.
Perigo extremo no Sul
Por sua vez, a quarta-feira (4) é apontada como o dia de maior preocupação. O avanço de uma frente fria eleva a situação para perigo extremo no oeste e norte do Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina.
Nas regiões, os acumulados podem superar 100 mm em apenas 24 horas, trazendo alto risco de alagamentos, enxurradas, elevação de rios e deslizamentos de terra.
Na quinta-feira (5), é a vez de um ciclone extratropical entrar em atuação. O fenômeno próximo à costa de Santa Catarina mantém a chuva forte em áreas catarinenses e no Paraná. Já no Rio Grande do Sul, o avanço de uma massa de ar mais frio permite a diminuição das instabilidades e o retorno do sol.
Calor de quase 40ºC no Nordeste
Em situação oposta, o Nordeste registra dias seguidos de sol forte e calor intenso na primeira semana do mês. As temperaturas máximas podem alcançar 39°C em diversos municípios do interior.
Nesta terça, os termômetros podem chegar aos 39°C em Patos (Paraíba), além de Lagoinha do Piauí, Oeiras, Barras e Piripiri (Piauí). Já na quarta, O calor de 39°C persiste em Picos, Oeiras, Floriano e José de Freitas (Piauí), além de Vargem Grande (Maranhão).
Ao lado das altas temperaturas, a umidade relativa do ar cai para níveis de alerta. Em trechos do sul do Ceará, oeste da Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia, os índices atingem entre 12% e 20%.
Segundo especilaistas da Climatempo, a condição aumenta o risco de desidratação e problemas respiratórios na população, além de elevar a probabilidade de queimadas na vegetação ressecada.
Além do calor, pancadas de chuva devem ocorrer de forma isolada no oeste da Bahia, sul do Maranhão e Piauí, além de chuva fraca no litoral leste, mas sem volume suficiente para amenizar o tempo seco predominante na região.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por vitornhoatto.
