A atriz Amanda Seyfried, 40, conhecida por filmes como “Meninas Malvadas” e “Mamma Mia!”, faz uma participação inesperada no documentário “Tudo Pode Ser Visto”, que acompanha a trajetória de Elizabeth Holmes, fundadora da empresa de exames de sangue Theranos — e que foi condenada a 11 anos de prisão por fraude bilionária.
Amanda Seyfried venceu um Emmy pela interpretação como Holmes na série “The Dropout” (2022) e foi chamada pelos diretores da nova produção, Lance Oppenheim (“Primetime”) e Nathan Fielder (“O Ensaio”) para ajudar a concluí-la.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Oppenheim explicou que a ideia surgiu após a equipe enfrentar dificuldades para encontrar pessoas dispostas a conversar sobre Elizabeth Holmes.
“Queríamos falar com ainda mais pessoas. Tentamos contato, mas muitas pessoas de fora da bolha não quiseram conversar conosco porque achavam que Elizabeth tinha uma personalidade tóxica. Foi assim que chegamos a Amanda Seyfried”, contou.
Segundo Fielder, a participação da atriz também ajudou os cineastas a encontrar um novo caminho narrativo para o documentário, que, inicialmente, parecia não ter um desfecho satisfatório.
“Quando assistimos a tudo e montamos a primeira metade, embora a ida dela para a prisão parecesse algo completo, o filme não parecia finalizado porque ainda estávamos tendo conversas tentando entender tudo aquilo, influenciadas por outras coisas que aconteceram fora das câmeras”, explicou.
“Não sabíamos para onde iríamos. E, como o Lance disse, entramos em contato com várias pessoas e, quando falamos com a Amanda, ela disse: ‘Venham, tragam as câmeras'”, acrescentou.
Oppenheim revelou que o primeiro encontro presencial com Seyfried aconteceu diante das câmeras, enquanto a atriz assistia às imagens do documentário. Embora tenha demonstrado resistência inicial à ideia de voltar a interpretar Holmes, ela acabou surpreendendo os diretores.
“Aquele primeiro momento em que estamos no apartamento dela foi a primeira vez que qualquer um de nós realmente conversou com ela pessoalmente, enquanto ela assistia à filmagem. Ela até diz na cena: ‘Não tenho interesse em fazer isso de novo’. Então ela começou a imitá-la, e isso de repente nos fez pensar: ‘OK, isso é interessante'”, relembrou.
Para o cineasta, a reação espontânea da atriz revelou uma conexão com a personagem que ainda poderia ser explorada.
“Quase parecia que ela tinha assuntos inacabados, esse desejo de fazer tudo de novo. Isso nos levou por um caminho completamente diferente. Ela também trouxe suas próprias experiências para o processo. Foi incrível.”
O longa-metragem acompanha Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, empresa de tecnologia da saúde que prometia realizar centenas de exames a partir de uma única gota de sangue e se tornou protagonista de um dos maiores escândalos do Vale do Silício. A obra começou a ser gravada cerca de 34 dias antes da mulher iniciar a pena de prisão, acompanhando os últimos dias dela em liberdade.
Holmes foi condenada a mais de 11 anos de prisão em 2022, após várias acusações de fraudar investidores enquanto administrava a agora extinta startup.
Elizabeth Holmes está cumprindo pena na prisão federal FPC Bryan, localizada no Texas, Estados Unidos, desde maio de 2023.
Nos cinemas, o documentário estreia no dia 26 de novembro.
Assista ao trailer de “Tudo Pode Ser Visto”
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por nicolybastos.
