Quem é Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT preso pela PF
Ex-deputado estadual, conselheiro é investigado em operação que apura suspeitas de desvios de recursos públicos
Reprodução/Instagram/@sergioricardoalmeida
PODER360
29.out.2026 (quinta-feira) – 20h50
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Sérgio Ricardo de Almeida, 67 anos, foi preso pela Polícia Federal nesta 5ª feira (29.out.2026), investigado na Operação Tomada de Contas, que apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos e pagamentos a funcionários públicos. é presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Natural de Herval d’Oeste (SC), Ricardo é bacharel em Direito, pós-graduado em Direito Constitucional e mestre. Começou a carreira política como vereador de Cuiabá e depois foi eleito deputado estadual.
Entre 2007 e 2009, presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em 13 de dezembro de 2007, assumiu interinamente o governo do Estado. Também ocupou o cargo de 1º secretário da Assembleia Legislativa.
Em 16 de maio de 2012, tomou posse como conselheiro do TCE-MT, por indicação do Poder Legislativo estadual. Presidiu o tribunal em 2024 e 2025 e foi eleito para comandá-lo novamente em 2026 e 2027.
AFASTAMENTO DO TCE-MT
Sérgio Ricardo ficou afastado do cargo de conselheiro por quase 5 anos. Em janeiro de 2017, foi afastado por decisão da Justiça estadual em uma ação que investigava a compra de sua vaga no Tribunal de Contas. Em outubro de 2021, o ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou seu retorno ao cargo.
OPERAÇÃO TOMADA DE CONTAS
A operação da PF investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores do TCE-MT. A apuração inclui suspeitas de pressão sobre fornecedores por meio da suspensão de contratos, favorecimento na liberação de recursos e movimentações financeiras atípicas.
Segundo a investigação, empresas ligadas a Ricardo movimentaram R$ 75 milhões. O caso também envolve suspeitas de pagamentos a conselheiros e funcionários públicos por meio de contratos com fornecedores. As suspeitas ainda estão sob investigação.
A operação cumpriu 6 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo STJ.
OUTRO LADO
O Poder360 tentou entrar em contato com a defesa de Sérgio Ricardo, mas não teve sucesso em encontrar telefones ou e-mails válidos para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
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