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Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu

Vorcaro diz estar preso há quase 1 ano por negócio que não ocorreu

Fundador do Master negou fraude nas operações com o BRB e pediu avaliação dos ativos entregues ao banco

Arquivos do celular de Daniel Vorcaro obtidos pela PF

PODER360

29.out.2026 (quinta-feira) – 21h44

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O envio da oitiva ao STF foi um dia depois de o empresário ser indiciado, ao lado de 14 pessoas, por possíveis crimes financeiros. Preso preventivamente na Papudinha (DF) desde março de 2026, ele declarou estar com a vida “devastada” e a “família dilacerada” por uma operação financeira que, segundo sustenta, sequer chegou a ser concluída.

Durante o interrogatório de cerca de duas horas, Vorcaro ironizou e confrontou a delegada Janaína Palazzo quando ela o acusou de fraudar o sistema bancário ao internalizar carteiras de crédito podres. “Eu fiz isso? A senhora tem prova?”, questionou o ex-banqueiro, desafiando: “Será que tem alguém com coragem na Polícia Federal para entender isso?”.

A investigação indica que a fraude envolveu o repasse de R$ 2,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB, originadas pela Tirreno Consultoria —mostrada pela PF como empresa de fachada. Vorcaro rebateu afirmando que agiu de boa-fé para sanar inconsistências nessas carteiras, substituindo os contratos por outros ativos e utilizando inclusive patrimônio pessoal para cobrir as pendências.

Ele contestou o rombo estimado de R$ 2,2 bilhões, argumentando que a liquidação do Banco Master agravou a situação do BRB e que os ativos entregues em substituição possuem valor superior ao desembolsado. O empresário defendeu a realização de uma perícia independente para comprovar a ausência de danos financeiros e responsabilizou a própria liquidação do Master pelo agravamento do quadro do BRB.

A delegada ressaltou que a eventual devolução ou recomposição de recursos não anula as irregularidades cometidas. Vorcaro afirmou não se opor à apuração de falhas operacionais por parte de funcionários ou terceiros, mas reiterou sua inocência e pediu o arquivamento do caso em relação a ele. 

Ao final, voltou a pedir um “voto de confiança” e a revogação da prisão: “Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, primeiro, para não ficar esperando… Deixa eu esperar em casa para que não se cometa injustiça”.

Assista ao trecho do depoimento de Daniel Vorcaro (2min14s):

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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