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Câmara criará GT para regulamentar propaganda eleitoral na internet

Câmara criará GT para regulamentar propaganda eleitoral na internet

Grupo terá 15 dias para propor mudanças a serem aprovadas ainda em 2026; medida vem após críticas sobre atuação da Meta nas eleições

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Ludmyla Barros
de Brasília

28.out.2026 (quarta-feira) – 13h24

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta 4ª feira (28.out.2026) a criação de um grupo de trabalho para regulamentar a propaganda eleitoral na internet. A declaração foi dada depois de reunião com presidentes de partidos e líderes partidários na Residência Oficial da Câmara.

Motta afirmou que a proposta busca estabelecer regras claras para a propaganda eleitoral em redes sociais e plataformas digitais, com o objetivo de equiparar a regulamentação à aplicada a materiais impressos, ao rádio e à TV.

Assista ao vídeo:

“Nós precisamos também ter regras claras que garantam a paridade de armas e que tenhamos um sistema transparente, um sistema isonômico, para que não se tenha ali a possibilidade de um ou outro candidato, de um ou de outro partido se beneficiar do ponto de vista daquilo que nós não conhecemos, o que está sendo feito”, declarou.

Motta afirmou que a “ideia não é tolher absolutamente ninguém, não é censurar absolutamente ninguém, mas sim trazer uma clareza dentro do Código Eleitoral”.

Cada partido indicará um integrante para o grupo de trabalho. Depois de criado, o GT terá 15 dias para elaborar uma proposta de alteração do Código Eleitoral. A intenção é aprovar o texto na Câmara e no Senado ainda em 2026.

REDES EM 2026

A iniciativa vem depois de questionamentos sobre a atuação de plataformas digitais nas eleições de 2026. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por instabilidades em sua conta e por considerar desproporcional o rigor dos filtros da Meta, que admitiu falhas técnicas. Veículos de imprensa também contestaram a remoção de reportagens sobre pesquisas eleitorais por sistemas automatizados.

O MPF (Ministério Público Federal) pediu explicações à Meta depois que a empresa restringiu 206.910 conteúdos no 1º turno com base em critérios relacionados ao silêncio eleitoral e ao uso de IA (inteligência artificial).

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão considerou insuficientes as justificativas apresentadas e recomendou medidas para garantir a liberdade de expressão. Em comunicado, a Meta informou que restringiu conteúdos gerados ou alterados por IA para cumprir resolução do TSE.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Ludmyla Barros.

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