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Santander: lucro cai 28% em 1 ano; inadimplência sobe

Santander: lucro cai 28% em 1 ano; inadimplência sobe

Banco lucrou R$ 2,88 bilhões no 3º trimestre; inadimplência subiu para 3,4%, puxada pelas pessoas físicas

Santander/Divulgação

Camila Nascimento

de Brasília

28.out.2026 (quarta-feira) – 12h19

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O Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 2,88 bilhões no 3º trimestre de 2026, queda de 4,3% em relação ao segundo trimestre e de 28% ante o mesmo período de 2025. Eis a íntegra do balanço (PDF-3 MB).

A inadimplência da carteira de crédito avançou para 3,4% em setembro, ante 3,3% em junho e 2,8% um ano antes. Entre pessoas físicas, o índice chegou a 5,5%, contra 5,1% no trimestre anterior e 4,2% em setembro de 2025.

Segundo o banco, o aumento dos calotes refletiu principalmente a piora nos segmentos de baixa renda e agronegócio, em um cenário de elevado endividamento. A melhora entre pequenas e médias empresas compensou parte da pressão.

As despesas líquidas com PDD (provisões para devedores duvidosos) somaram R$ 7,460 bilhões, alta de 14,4% em 12 meses, apesar da queda de 2,5% no trimestre.

CARTEIRA DE CRÉDITO

A carteira de crédito ampliada encerrou setembro em R$ 721,264 bilhões, com avanço de 0,9% no trimestre e de 4,7% em 12 meses.

O crédito para pessoas físicas recuou 0,6% no trimestre e 0,9% em um ano, para R$ 261,808 bilhões. Já a carteira de grandes empresas cresceu 4,3% ante junho e 7,8% em 12 meses, alcançando R$ 265,690 bilhões.

O financiamento ao consumo caiu 3,6% no trimestre, para R$ 97,147 bilhões, mas avançou 9,1% em relação a setembro de 2025. O crédito para pequenas e médias empresas somou R$ 96,618 bilhões, alta de 0,7% no trimestre e de 8,5% em um ano.

RENTABILIDADE

A margem financeira bruta recuou 2,5% no trimestre e 1,6% em 12 meses, para R$ 14,96 bilhões.

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), excluindo ágio, caiu para 11,9%, ante 12,5% em junho e 17,5% um ano antes. O índice de Basileia, que mede a relação entre o capital do banco e os riscos de suas operações, ficou em 15,1%.

As receitas com serviços e tarifas bancárias totalizaram R$ 5,417 bilhões, alta trimestral de 1,6% e queda anual de 2,4%. As despesas gerais somaram R$ 6,383 bilhões, redução de 3% no trimestre e de 0,6% em 12 meses.

O banco encerrou setembro com 77,1 milhões de clientes, crescimento de 6% em um ano. O número de clientes ativos chegou a 34,6 milhões, alta anual de 3%.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Camila Nascimento.

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