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Oposição questiona intimação de Flávio para entregar passaportes

Oposição questiona intimação de Flávio para entregar passaportes

Bancada questiona fundamentos jurídicos e proporcionalidade da medida, que foi adotada após o resultado do 2º turno das eleições

Sérgio Lima/Poder360 – 19.05.2026

Juliana Alves
de Brasília

26.out.2026 (segunda-feira) – 20h04

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No comunicado, assinado pelo líder da bancada, o deputado Cabo Gilberto (PL-PB), o grupo cobra esclarecimentos sobre os fundamentos jurídicos da medida, além de sua necessidade e proporcionalidade. Também questiona se há elementos concretos que justifiquem uma eventual restrição à saída do país.

Entrega de passaportes

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que recebeu a intimação depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A PF confirmou a intimação ao Poder360.

Segundo o senador, a decisão de Moraes foi motivada por uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de que Flávio deixaria o Brasil caso perdesse a disputa presidencial para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Direito de defesa

A oposição afirma que a derrota eleitoral não pode justificar a perda de direitos fundamentais e defende o respeito ao devido processo legal e à ampla defesa. O grupo ressalta que não se opõe à realização de investigações, mas exige que eventuais restrições sejam fundamentadas em fatos e provas.

“A coincidência temporal entre o resultado eleitoral e a adoção de uma medida dessa gravidade exige transparência absoluta, fundamentação jurídica rigorosa e respeito incondicional às garantias constitucionais”, diz a nota.

Cobrança às instituições

O comunicado também afirma que decisões dessa natureza podem alimentar a percepção de que adversários políticos são submetidos a restrições excepcionais depois de uma disputa eleitoral.

A bancada declarou que acompanhará os desdobramentos do caso e poderá adotar medidas institucionais para assegurar o respeito às garantias constitucionais.

“A Constituição não tem partido. A Justiça não pode ter lado. E nenhuma eleição autoriza a suspensão de direitos fundamentais”, afirma o texto.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Juliana Alves.

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