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Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de se comunicar com Willer Tomaz

Moraes proíbe Flávio Bolsonaro de se comunicar com Willer Tomaz

Ministro do Supremo também determinou a apreensão dos passaportes do senador, que foi proibido de deixar o país

Rosinei Coutinho/STF – 15.set.2026

Leonardo Gimenes

de Brasília

26.out.2026 (segunda-feira) – 17h54
atualizado: 26.out.2026 (segunda-feira) – 18h08

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de se comunicar com o advogado Willer Tomaz. Os 2 são investigados em um inquérito que tramita na Corte e apura possível lavagem de dinheiro através de plataformas de apostas. O congressista nega irregularidades.

O magistrado também determinou a apreensão dos passaportes de Flávio. 

Segundo declaração do senador em vídeo, a decisão de Moraes foi tomada com base em uma declaração do seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que Flávio deixaria o país caso perdesse as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, declarou em vídeo publicado no Instagram.

Assista (5min05s):

ENTENDA O CASO

A PF quebrou o sigilo telemático de Tomaz e encontrou e-mails que indicavam que Flávio havia sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado. Por causa do foro especial do senador, o caso foi remetido para o Supremo.

Tomaz nega que Flávio tenha sido cadastrado como “usuário master” de conta da sua empresa.

Na 6ª feira (23.out), Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Tomaz. O ministro também ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado.

Tomaz ficou conhecido nos últimos meses no contexto da campanha eleitoral por ter uma relação de amizade com Flávio. Em entrevistas, o senador disse que mantém só relações pessoais com o advogado e negou ter relações comerciais com ele.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Leonardo Gimenes.

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