Virada de Lula é improvável, mostra calculadora do Poder360
Presidente teria de reduzir abstenção de forma inédita e ainda ter alta conversão de votos nulos e dos candidatos que não passaram ao 2º turno
Infografia/Poder360
Rafael Barbosa
de Brasília
25.out.2026 (domingo) – 4h00
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Uma virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição de 2026 é matematicamente muito improvável.
Para conseguir o feito, o petista precisaria ter uma conversão altíssima de votos brancos/nulos e de candidatos que não passaram ao 2º turno (também chamados de 3ª via), além de reduzir abstenção de forma inédita. O candidatos que ficaram atrás de Lula e Flávio tiveram 9.316.747 de votos (ou 7,81% dos votos válidos). A maioria desses apoios foi para candidatos de perfil idelógico de direita ou de centro-direita, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
O Poder360 testou alguns cenários para explicar de forma mais clara esse desafio:
- Mobilização baixa – com queda de 1 ponto percentual na abstenção, Lula recebendo 45% dos votos da 3ª via e 25% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (divididos igualmente entre os 2), Flávio ficaria à frente por 2,7 milhões de votos;
- Mobilização moderada – com queda de 1,5 ponto percentual na abstenção, Lula recebendo 55% dos votos da 3ª via e 25% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (sendo 55% deles no petista), Flávio ainda teria vantagem de 536 mil votos;
- Mobilização elevada – mesmo com queda de 2,2 pontos percentuais na abstenção, Lula recebendo 55% dos votos da 3ª via e 35% dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (sendo 55% deles no petista), Flávio ainda ficaria à frente por 222 mil votos.
Para ultrapassar o adversário, o petista precisaria de um cenário extremo e improvável até agora, segundo as pesquisas:
- Mobilização elevada e alta conversão de votos – com queda de 2,2 pontos percentuais na abstenção, Lula recebendo 60% dos votos da 3ª via e dos novos eleitores que compareceriam às urnas, além de metade dos brancos e nulos passando a votar em candidatos (sendo 60% deles no petista), Lula ultrapassaria Flávio por 934 mil votos, com 50,37% dos válidos contra 49,63%.
Os números foram generalizados para facilitar a compreensão do leitor, mas há mobilizações regionais que podem influir no resultado. Por exemplo: se a abstenção cair só no Nordeste, Lula sai fortalecido. O mesmo para Flávio no Sul.
Na ferramenta abaixo, é possível visualizar em gráficos a distribuição de todos esses cenários descritos acima e montar um novo. Basta mexer nas barras com o dedo ou com o mouse:
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o Poder360 integra o
Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Rafael Barbosa.
