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Exportações à China caem 5,3% com recuo da carne bovina

Exportações à China caem 5,3% com recuo da carne bovina

Vendas de carne bovina despencaram 71,8% em outubro; exportações totais ao país asiático somaram US$ 8,59 bilhões

Reprodução/Pexels

Simone Kafruni

de Brasília

6.nov.2026 (sexta-feira) – 16h50

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As exportações brasileiras para a China recuaram 5,3% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, para US$ 8,59 bilhões. A queda foi influenciada pela retração de 71,8% nas vendas de carne bovina ao mercado chinês, que diminuíram US$ 745,8 milhões no período.

Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (6.nov.2026) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A redução das vendas de carne bovina contribuiu para o desempenho negativo das exportações brasileiras à China, apesar do crescimento de 20% nas vendas externas totais do país em outubro.

As exportações de carne bovina para a China somaram US$ 292,49 milhões no mês. O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, apontou o esgotamento da cota de importação chinesa como um dos fatores que influenciaram a queda, conforme relato apresentado sobre a divulgação dos dados.

Outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira também registraram retração. As vendas de minério de ferro para a China diminuíram 32,8%, para US$ 1,34 bilhão, enquanto as exportações de soja caíram 16,8%, para US$ 2,21 bilhões.

Em sentido contrário, as exportações de petróleo bruto ao mercado chinês cresceram 44,4%, com acréscimo de US$ 812,3 milhões em relação a outubro de 2025. O avanço compensou parte das perdas registradas nos demais produtos.

COMÉRCIO CRESCE NO ANO

Apesar da queda das exportações em outubro, a corrente de comércio entre Brasil e China cresceu 10,3% de janeiro a outubro de 2026, alcançando US$ 159,25 bilhões.

O indicador considera a soma das exportações e importações realizadas entre os 2 países.

As importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 17,1% em outubro, com acréscimo de US$ 1,1 bilhão em relação ao mesmo mês de 2025.

No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, o comércio bilateral com a China superou o fluxo registrado com os Estados Unidos, de US$ 68,62 bilhões, e com a União Europeia, de US$ 92,40 bilhões.

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 9,32 bilhões em outubro, alta de 39,4% na comparação anual. No acumulado de janeiro a outubro, o saldo positivo alcançou US$ 71,04 bilhões.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Simone Kafruni.

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