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EUA tentam obstruir Justiça internacional, diz presidente do TPI

EUA tentam obstruir Justiça internacional, diz presidente do TPI

Tomoko Akane rebateu sanções do governo Trump durante discurso remoto na ONU, na 2ª feira (2.nov)

Divulgação/TPI – 12.out.2026

PODER360

3.nov.2026 (terça-feira) – 8h33

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A presidente do Tribunal Penal Internacional, Tomoko Akane, afirmou na 2ª feira (2.nov.2026) que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), tenta obstruir a Justiça internacional ao impor sanções ao tribunal que julga crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. Disse que essas novas restrições não teriam sucesso.

Em pronunciamento remoto à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, a juíza japonesa pediu a todos os 193 Estados-membros da ONU, e não apenas aos 125 que fazem parte do TPI, “que tomem medidas concretas, individual e coletivamente, em defesa do tribunal”. Eis a íntegra do discurso, em inglês (PDF – 322 kB).

Akane afirmou que seu discurso remoto foi resultado das medidas “extraordinárias” e “sem precedentes” dos EUA, que ameaçam juízes, promotores e o próprio TPI como instituição.

Ela também comentou que o governo Trump anunciou as sanções contra o tribunal em 9 de outubro, no mesmo dia em que o Prêmio Nobel da Paz foi concedido à jurista sul-africana Navanethem Pillay. Ex-juíza do TPI foi laureada por seus esforços para promover a paz e o direito internacional.

“O contraste não poderia ser mais evidente. De um lado, o reconhecimento global do valor da Justiça internacional, de outro, uma tentativa de subjugar a instituição que a representa”, afirmou Akane. “Quero deixar claro: o tribunal continuará a cumprir plenamente seu mandato com independência e imparcialidade, agindo apenas com base na lei e nas evidências, em nome das inúmeras vítimas de crimes graves”, acrescentou a juíza.

Por que Trump sancionou o tribunal

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (Partido Republicano), afirmou em 9 de outubro que o governo quer impedir que o TPI processe cidadãos norte-americanos. “O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe americanos”, declarou em comunicado.

Rubio também citou pedidos de especialistas externos para que o tribunal investigue militares, agentes da patrulha de fronteira e líderes políticos dos EUA. Segundo o secretário, essas medidas justificam a pressão de Washington sobre a instituição.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou um período inicial de carência de 6 meses para a aplicação das sanções e previu exceções para algumas operações, como serviços de telecomunicações, programas de computador, pagamento de pensões e questões relacionadas a detentos. Rubio afirmou que as medidas poderão ser ajustadas caso o tribunal e seus Estados-membros atendam às exigências norte-americanas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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