Chanceler italiano diz que hackers vazaram seus dados na dark web
Antonio Tajani afirma que criminosos também buscam informações sobre sua família; Meloni atribui ação a hackers pró-Rússia
Reprodução/X @Antonio_Tajani
PODER360
7.nov.2026 (sábado) – 15h31
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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou neste sábado (7.nov.2026) que hackers divulgaram seus dados pessoais na dark web e procuram outras informações sobre ele e seus familiares. O chanceler disse que as ações o expõem a novas ameaças e intimidações, mas declarou que não pretende ceder às pressões.
“Há vários dias, criminosos cibernéticos vêm divulgando meus dados pessoais na dark web e buscando outras informações, expondo-me, de fato, a novas ameaças e intimidações. Eles também envolvem minha família e estão dispostos a pagar por mais detalhes sobre mim e meus entes queridos. Minha reação é muito simples: não me deixarei intimidar de forma alguma”, escreveu em post no X.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni (Irmão da Itália, direita), manifestou solidariedade ao chanceler e atribuiu a ação a hackers pró-Rússia. Em nota divulgada neste sábado, ela afirmou que a comercialização de informações confidenciais de integrantes de instituições públicas é motivo de grande preocupação.
“Manifesto minha plena solidariedade ao vice-presidente do Conselho, Antonio Tajani, diante das informações sobre a atividade de hackers pró-Rússia e a divulgação, na dark web, de dados pessoais relacionados a ele. A venda de informações confidenciais de integrantes das instituições é motivo de grande preocupação e deve ser enfrentada com a máxima determinação”, declarou Meloni, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
Tajani relacionou os ataques à posição do governo italiano de apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia. O ministro também afirmou que os criminosos reagem às iniciativas de seu ministério para reforçar a segurança cibernética.
“Nossa posição sobre a Ucrânia é a razão política pela qual entrei na mira: defender a liberdade de um Estado soberano, posicionar-se claramente a favor da democracia e da independência de uma nação é perigoso aos olhos dessas entidades criminosas”, escreveu.
O chanceler também afirmou que criou, em 1º de janeiro de 2026, uma direção de segurança cibernética no Ministério das Relações Exteriores para proteger a pasta de ataques informáticos. Segundo ele, o órgão trabalha em colaboração com países aliados para enfrentar ameaças que podem estar ligadas a entidades estatais hostis à Itália.
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