O Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (3) o impacto fiscal líquido de R$ 405 milhões em 2027 para o governo central a cada R$ 1 de aumento real do salário mínimo. As informações constam na 8ª edição do RRFU (Relatório de Riscos Fiscais da União).
Segundo o relatório, esse total decorre de um aumento bruto de R$ 413,2 milhões nas despesas públicas, abatido por um ganho de R$ 8,2 milhões na arrecadação previdenciária.
O aumento de R$ 1 acima da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), gera uma despesa adicional de R$ 308,4 milhões em benefícios previdenciários.
Além disso, esse reajuste acrescenta R$ 74 milhões em despesas assistenciais no BPC (Benefício de Prestação Continuada), eleva as despesas com o abono salarial em R$ 20 milhões e aumenta os gastos em R$ 10,2 milhões no seguro-desemprego.
De acordo com o Tesouro Nacional, a variação de 0,1 p.p. (ponto percentual) no INPC provoca um aumento de R$ 1,35 bilhão nas despesas do governo central e um acréscimo de R$ 13,3 milhões na arrecadação previdenciária, resultando em uma diminuição líquida de R$ 1,34 bilhão no resultado do governo.
O acréscimo de 0,1 ponto no INPC custa R$ 1,12 bilhão em benefícios previdenciários, R$ 127,2 milhões no BPC, R$ 68,2 milhões no seguro-desemprego e R$ 33,3 milhões no abono salarial.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por raniellyaguiar.
