Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro
Fabricante Eli Lilly identificou números de lote não reconhecidos e rótulos incompatíveis com os originais; medida não atinge unidades autênticas
Valter Campanato/Agência Brasil
PODER360
6.nov.2026 (sexta-feira) – 9h46
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de unidades falsificadas do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.
A medida foi publicada na edição desta 6ª feira (6.nov.2026) no Diário Oficial da União. Eis a íntegra (PDF – 187 KB).
A determinação atinge, ao todo, 5 lotes: KUSTR43969410 (2,5 mg), B55010 (5 mg) e D810042, D838889 e 2138737 (15 mg).
A decisão foi tomada depois que a Eli Lilly do Brasil, fabricante do medicamento, comunicou à agência a identificação de unidades com características divergentes das originais.
Segundo a empresa, 4 dos lotes não eram reconhecidos em seus registros de fabricação. Além disso, algumas unidades apresentavam rótulos incompatíveis com os padrões do fabricante.
A Anvisa informou que, no caso do lote D810042, reconhecido nos registros de fabricação da farmacêutica, a proibição se aplica exclusivamente às unidades falsificadas identificadas, sem atingir as autênticas, produzidas pela Eli Lilly.
O Mounjaro é um medicamento injetável cujo princípio ativo é a tirzepatida. É indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e para o controle crônico do peso em pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, em conjunto com dieta e atividade física.
A substância atua em receptores de 2 hormônios envolvidos no controle da glicose e do apetite, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue e a reduzir o peso corporal.
A Anvisa orienta que medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias regularizadas, com embalagem completa e emissão de nota fiscal. Em caso de suspeita de falsificação, o consumidor não deve utilizar o produto e deve procurar a fabricante para verificar sua autenticidade. A ocorrência também pode ser comunicada à agência pela plataforma FalaBR.
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