InícioBrasilWiller Tomaz rebate Richarlison e diz que jogador comprou ilha de invasor

Willer Tomaz rebate Richarlison e diz que jogador comprou ilha de invasor

O advogado Willer Tomaz, amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), rebateu nesta quarta-feira (21) o jogador Richarlison na disputa pela posse de uma mansão na ilha em Angra dos Reis (RJ).

Tomaz acusou o atleta de ter comprado o imóvel de invasores e divulgou documentos que, segundo ele, comprovam a “escritura e o registro em cartório” da aquisição.

“Você mostrou os papéis que possui, e todos foram verificados pela Justiça. Eles provam uma coisa só: você comprou a ilha de invasores. Olha seu contrato: quem te vendeu não era o dono, era o posseiro, e o papel diz que o vendedor ‘se declara possuidor’”, disse o advogado em suas redes sociais.

Tomaz questionou a existência do nome do jogador nos registros da SPU (Secretaria do Patrimônio da União), na escritura ou no registro em cartório.

“Dono de verdade tem escritura, tem registro em cartório, tem nome na SPU. Isso você não mostrou. Por quê? Porque você não tem. A dona, a empresa que tinha a ilha no nome desde 1986, não recebeu um centavo seu, e foi dela que eu comprei. Mas eu comprei com escritura pública, com registro da escritura no cartório, com certidão da SPU em meu nome.”

À CNN Brasil, o agente de Richarlison, Oswaldo Botrel, afirmou que o jogador comprou a ilha dos primeiros posseiros e donos originais do terreno. Em vídeo publicado nas redes sociais, o atleta acusou Tomaz e o senador de terem tomado a ilha “na mão grande” e disse que tudo foi feito na Justiça, “na frente do juiz”.

O advogado afirmou que, na verdade, o atleta e sua equipe de defesa perderam na Justiça.

“Vocês perderam na Justiça em Angra, perderam no Tribunal de Justiça do Rio e perderam no STJ. Em 2025, assinou renúncia e abriu mão de tudo por escrito para não pagar sucumbência. A Justiça não falhou, Richarlison. Você que comprou de quem não podia vender.”

Além disso, Willer Tomaz relembrou uma ação judicial em que, segundo ele, a SPU foi questionada sobre quem era o dono da ilha. De acordo com o advogado, a secretaria respondeu que “a titular é a WT”, empresa dele.

Por fim, o amigo de Flávio defendeu o senador, afirmando que ele não tem envolvimento com a aquisição da ilha, e classificou a postura de Richarlison como “oportunismo” em período eleitoral.

“Flávio nunca vendeu, nunca comprou, nunca foi parte de nada disso. Quem comprou foi a minha empresa (…). Mas você mandou mensagem para um senador em ano de eleição pedindo dinheiro e avisando que a galera vai aproveitar. Isso tem nome: oportunismo com data marcada”, concluiu.

Entenda a disputa pela ilha entre Richarlison e amigo de Flávio Bolsonaro

O atacante publicou nesta quarta-feira um vídeo em que acusa o Flávio Bolsonaro  de se envolver na disputa por um imóvel localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).

Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões na compra da mansão e diz que Flávio Bolsonaro teria demonstrado interesse no imóvel, que o jogador se recusou a vender.

O jogador também acusa o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro e de ligação com esquemas de fraudes em descontos do INSS, de ter se aliado ao senador para retirar seus direitos sobre o imóvel.

“Flávio e o tal Willer Tomaz pegaram em 24h a posse da ilha na mão grande e sem gastar um tostão porque eu não quis vender”, disse o jogador.

O advogado também respondeu por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Foi a primeira vez que ele tratou publicamente do assunto. “Você comprou a ilha de invasores. Eu tenho a escritura de compra e venda”, afirmou.

O grupo Derrubando Muros, que reúne sociólogos, empresários e juristas, entre eles Miguel Reale Jr., pediu ao Ministério Público que investigue Flávio Bolsonaro por suspeita de advocacia administrativa e grilagem.

“O objeto é a grilagem, mas esse caso ocorreu no último ano de Jair Bolsonaro na Presidência. É preciso apurar se ele usou a posição de filho”, disse à CNN Brasil o sociólogo José César Martins, coordenador do grupo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por polianafarias.

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