Trump diz desconhecer volta de María Corina e mostra apoio a Delcy
“Ela é uma mulher muito simpática, mas estamos indo muito bem na Venezuela”, disse o presidente dos EUA
Casa Branca/Patrick Witty – 25.out.2026
PODER360
27.out.2026 (terça-feira) – 9h09
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“Não sei nada sobre isso, mas acho que ela é uma mulher muito simpática. Ela me deu o Prêmio Nobel, então como posso dizer outra coisa?”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca. “Espero que ela esteja segura. Ela é uma mulher muito simpática. Mas estamos indo muito bem na Venezuela”, acrescentou.
No início deste ano, María Corina tentou por diversas vezes voltar à Venezuela. No entanto, em julho, autoridades norte-americanas pediram que ela adiasse o seu retorno ao país.
Membros do governo venezuelano insinuavam que a opositora seria detida caso tentasse retornar ao país. Porém, não houve indícios de que os serviços de segurança a estivessem incomodando no domingo (25.out), quando ela esteve na capital, sugerindo que Washington pode ter autorizado seu retorno e instruído o governo de Delcy a não reagir.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (Partido Republicano), afirmou no X no domingo (25.out) que as condições que permitiram o retorno seguro de María Corina são resultado direto das negociações de reconciliação apoiadas por Washington.
ELEIÇÕES NA VENEZUELA
O retorno de María Corina ocorre em um cenário de incerteza eleitoral no país. Depois da captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas em janeiro de 2026, Delcy Rodríguez, então vice-presidente, permaneceu no poder e passou a se aproximar de Washington e do presidente dos EUA, Donald Trump.
Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 23 de setembro, Delcy disse que a Venezuela realizará eleições para escolher um novo presidente, mas não informou uma data. Por sua vez, Trump havia declarado em 2 de setembro que a Venezuela ainda não estava preparada para realizar eleições democráticas, embora tenha afirmado esperar que a votação ocorresse “em breve”.
Já María Corina defende a realização de eleições presidenciais até julho de 2027, mas não está claro se o governo norte-americano apoia esse prazo, considerando a lucrativa parceria firmada com Delcy. Em agosto, Trump anunciou o que chamou de “o maior acordo de petróleo da história mundial” com a Venezuela, que posteriormente foi contestado por María Corina.
A líder oposicionista classificou a administração atual da Venezuela como “inimiga” dos EUA e sustentou que o grupo que está no poder não possui o mandato democrático necessário para negociar os ativos energéticos da nação: “A riqueza do nosso subsolo não pertence a um regime ilegítimo –pertence ao povo venezuelano”, declarou na ocasião.
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