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Tempero sonoro: novo estudo sugere que escutar música durante as refeições pode alterar e melhorar o sabor da comida

Você costuma escutar música enquanto come? Essa ação, comum em restaurantes e cafeterias, pode gerar estímulos que alteram e melhoram o sabor da comida. Um estudo publicado na revista Scientific Reports sugere que o “tempero sonoro” estimula o cérebro a trabalhar em harmonia com o som e o alimento ingerido.

O teste foi realizado em 28 participantes por meio de ressonâncias magnéticas funcionais. As etapas contaram com partes em que eles apenas escutavam música, em que só comiam e em que realizavam as duas ações juntas.

Os pesquisadores descobriram que trilhas sonoras doces e azedas, por exemplo, ativaram regiões envolvidas no processamento do paladar, e que os estímulos auditivo-gustativos, quando trabalham de maneira simultânea, aumentam as respostas neurais em comparação com o paladar isoladamente.

“Quando a música chega aos nossos ouvidos ao mesmo tempo em que comemos, podemos ver que o cérebro responde com mais intensidade do que quando o paladar é experimentado sem música”, afirma a autora e pesquisadora de pós-doutorado Alberte Baggesgaard Seeberg, do Departamento de Ciência dos Alimentos.

Expectativas antes de provarem os alimentos também foram consideradas no estudo. Participantes que foram instruídos a esperar uma bebida muito doce, por exemplo, apresentam maior ativação do córtex gustativo ao receberem uma bebida mais azeda em comparação com aqueles que receberam a mesma bebida sem essa expectativa. 

Seeberg afirma que essa descoberta pode melhorar a experiência gastronômica, ajudando pessoas em risco de desnutrição e com outros problemas de saúde relacionados à ingestão de alimentos. 

“Para pessoas em risco de desnutrição, algo tão simples como a música pode potencialmente melhorar a experiência alimentar. Há muito que podemos fazer, frequentemente a um custo muito baixo, para melhorar a qualidade de vida de algumas pessoas”, afirma a profissional. 


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Giovanna Csiszar.

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