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Pode ser necessário mudar as regras às vésperas da eleição, diz Nunes Marques

Pode ser necessário mudar as regras às vésperas da eleição, diz Nunes Marques

Ministro fala sobre minuta para restringir WhatsApp e caso Master: “Há um esforço para me tirar do processo”

Sérgio Lima/Poder360 – 03.ago.2026

PODER360

23.out.2026 (sexta-feira) – 6h26

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A 2 dias do 2º turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que, embora não seja o ideal, pode ser necessário mudar as regras às vésperas do pleito.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta 6ª feira (23.out.2026), o ministro falou sobre a sua decisão de não levar adiante uma minuta que pretendia restringir canais de WhatsApp das campanhas nas 48 horas anteriores à abertura das urnas.

Uma eventual proibição de canais do WhatsApp atingiria, entre outros, o Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que já tem mais de 8,5 milhões de usuários.

Questionado pelas jornalistas Mariana Muniz e Pepita Ortega se uma mudança nas regras às vésperas das eleições poderia ser mal interpretada, Nunes Marques respondeu:

“Às vezes, pode se tornar necessário. As mudanças também podem beneficiar o processo eleitoral. Se surgir uma tecnologia nova, que não esteja abrangida pela resolução, vamos permitir que ela influencie o processo eleitoral ou vamos refletir sobre a possibilidade de restringir seu uso?”, questionou retoricamente.

E acrescentou: “Em condições normais, concordo que o ideal é não mudar as regras. Mas, quando se trata de tecnologia, não podemos afirmar que a regulamentação existente é suficiente para tudo”.

RELAÇÕES COM O BANCO MASTER

O ministro também comentou as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que sugerem a sua participação em uma festa custeada pelo banqueiro com garotas de programa.

Segundo o ministro, são “recortes e retalhos extraídos de celulares de terceiros, de pessoas que eu não conheço e não autorizei que falassem por mim”. E acrescentou: “Sei que há um esforço para me tirar do processo. Pelo que estou vendo, todo esse esforço é para que eu me julgue impedido”.

Questionado pelas jornalistas sobre quem estaria por trás desse esforço, Nunes Marques limitou-se a dizer: “De quem tem interesse nisso”. Questionado novamente sobre quem teria interesse em retirá-lo do caso, disse: “Muita gente, porque ao fim e ao cabo levaria a isso. Esse filme eu já vi acontecer lá atrás com outro colega”.

Nunes Marques disse que nunca teve negócios com Vorcaro, mas não negou que o conhecia socialmente.

“Estão criminalizando o conhecimento social que as pessoas têm. Se quer saber se fiz algum negócio com ele, aí é diferente. Isso nunca existiu. Eu nunca pedi nada a ele. Ele nunca me pediu nada. Agora, se nos encontramos alguma vez em algum lugar, também não tem como saber. Em Brasília, você encontra todo mundo”, declarou.

O ministro também voltou a negar que seu filho teria recebido pagamentos do Master. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal mencionam pagamentos de R$ 500 mil mensais a Kevin Marques que, em vez de serem enviados diretamente a ele, seriam repassados por meio da empresa Consult.

“Meu filho nunca recebeu nada do Master e nenhum parente meu jamais advogou para o banqueiro. O sigilo do meu filho foi quebrado indevidamente e ficou comprovado que ele recebeu R$ 281,6 mil (dez parcelas de R$ 28 mil) da Consult, empresa à qual prestou serviços jurídicos. Estes são os fatos. Nunca votei a favor de Vorcaro, inclusive dei voto pela manutenção da prisão”, afirmou.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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