Mendonça tem poder para pedir dados de Flávio, diz PT
Presidente da sigla afirma que petição dá autoridade ao STF para analisar “offshore” associada a Willer Tomaz
Sérgio Lima/Poder360 – 22.out.2026
Rúbia Bragança
de Brasília
22.out.2026 (quinta-feira) – 16h30
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta 4ª feira (22.out.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça tem autoridade para requisitar todos os documentos referentes às contas do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e sua eventual relação com o advogado Willer Tomaz, investigado por lavagem de dinheiro.
A declaração foi feita depois do acordo entre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a equipe do senador do PL para a liberação sem restrições de dados financeiros. De acordo com Edinho, a campanha de Lula exigiu a inclusão de uma empresa vinculada a Tomaz nas apurações e manteve a exigência até que a campanha de Flávio aceitasse a condição.
Assista ao vídeo (1min8s):
A empresa citada é a Alcazar Holdings, uma offshore sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Documentos analisados pela Polícia Federal mostram possíveis transações financeiras entre a companhia ligada a Tomaz e o congressista do PL. Ambos negam manter negócios em conjunto.
Para o presidente do PT, o acordo firmado permitirá esclarecer a existência de elos financeiros entre o congressista e o advogado. “A partir dessa petição, o ministro André Mendonça, bom que diga, o ministro André Mendonça, tem todo o poder para requisitar todas as informações em relação a essa empresa e mais as relações do Willer Tomaz com o Flávio Bolsonaro”, declarou Edinho durante entrevista a jornalistas.
Edinho afirmou que a empresa de Willer está sob suspeita para a Justiça brasileira.
Assista ao vídeo (2min50s):
A apresentação do documento ao STF atribui ao relator a prerrogativa de solicitar os dados, mas não determina a quebra automática dos sigilos bancários e fiscais das partes envolvidas. Cabe ao ministro avaliar o pedido e decidir sobre as requisições.
OUTRO LADO
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam manter negócios em conjunto. A defesa do senador afirma que não há comprovação de participação econômica ou societária dele na Alcazar Holdings.
A campanha de Flávio também sustenta que está disposta a divulgar os dados do candidato, desde que a equipe de Lula cumpra integralmente as condições apresentadas.
As manifestações anteriores não esclarecem especificamente a afirmação de Edinho Silva de que a campanha do PL teria tentado excluir a empresa do acordo nesta 5ª feira.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Rúbia Bragança.
