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Marinho diz não ter sido avisado sobre viagem de Flávio aos EUA

Marinho diz não ter sido avisado sobre viagem de Flávio aos EUA

Coordenador da campanha afirma que PL desconhece paradeiro do senador e diz compreender eventual saída do Brasil

Edilson Rodrigues/Agência Senado – 1º.jul.2026

Mariana Aquino

de Brasília

27.out.2026 (terça-feira) – 19h04

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O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta 3ª feira (27.out.2026) aos jornalistas na sede do PL, que não foi informado sobre uma possível viagem de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos. Segundo o coordenador da campanha presidencial, a cúpula do PL desconhece o paradeiro do senador, que teria deixado o Brasil depois de descumprir o prazo para entregar seus passaportes à PF (Polícia Federal).

“Nós evidentemente não fomos informados, mas até compreendo, caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com a sua família“, declarou Marinho.

Questionado se concordava com a viagem, respondeu: “Eu disse que compreendo, eu não disse que concordo“.

Marinho afirmou que o último contato com Flávio foi por volta das 8h desta 3ª feira, quando recebeu uma mensagem do senador dizendo que iria “dar um tempo” e voltaria a conversar com os aliados. Desde então, o partido não recebeu novas informações sobre sua localização.

SUSPEITA DE SAÍDA DO BRASIL

Aliados de Flávio dão como certa sua saída do país. O jornal argentino Infobae informou que o senador teria cruzado a fronteira e seguido para os Estados Unidos. Não há, porém, confirmação oficial sobre seu destino.

A suspeita ganhou força depois de Flávio não cumprir o prazo para entregar os passaportes comum e diplomático à PF, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na 2ª feira (26.out), Marinho esteve com Flávio e outros aliados até por volta das 16h. O grupo discutiu a necessidade de o candidato derrotado à Presidência assumir a liderança da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25.out).

“Nós estamos surpresos, porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio […] assumisse esse papel de liderança da oposição“, afirmou Marinho.

O congressista também criticou a decisão de Moraes. Segundo ele, a PF solicitou as medidas cautelares 7 minutos depois da proclamação do resultado eleitoral. Marinho classificou a medida como uma possível preparação para ações que considera persecutórias.

Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em um caso que também envolve o advogado Willer Tomaz. Além da entrega dos passaportes, a decisão judicial proibiu o senador de deixar o Brasil.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Mariana Aquino.

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