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Lula usa caso de Ana Clara para pedir voto de mulheres contra Flávio

Lula usa caso de Ana Clara para pedir voto de mulheres contra Flávio

Durante ato em Copacabana, petista critica atuação do senador na defesa de PM acusado de matar menina e fala em “cinismo”

Ricardo Stuckert/PT 224.out.2026

Lara Brito

de Brasília

24.out.2026 (sábado) – 13h31

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por um disparo de arma de fogo, para pedir que mulheres não votem em Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita neste sábado (24.out.2026), durante ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, na véspera da votação.

Ana Clara morreu em 2021 depois de ser atingida por um tiro de fuzil durante uma ação policial em Niterói (RJ). O PM Bruno Dias Delaroli foi denunciado por homicídio. Em 2024, Flávio recorreu ao STJ para tentar impedir que o policial fosse a júri popular, mas o recurso foi rejeitado. O julgamento, inicialmente marcado para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027. Lula usou o caso para criticar o senador durante a campanha presidencial de 2026.

Durante o embate na 6ª feira (23.out), Lula questionou o adversário sobre sua atuação na defesa do agente. Em sua resposta, Flávio se confundiu echamou a mãe da menina, que acompanhava o debate na 1ª fila da plateia, pelo nome da filha. “Ana Clara, eu quero falar pra senhora prestar de verdade a minha solidariedade por uma tragédia que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos de idade”, declarou o senador, sem olhar para Cristiane.

Em Copacabana, Lula criticou a reação do senador. Embora não tenha citado Flávio nominalmente, o petista fez referência ao senador ao falar em “colocar um miliciano dentro do Palácio do Planalto”. Na sequência, questionou a resposta do candidato ao caso de Ana Clara durante o debate da Globo: “Vocês viram o cinismo dele ao falar da morte da menina”, declarou.

A primeira-dama Janja Lula da Silva também pediu que as mulheres compareçam às urnas. “Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia”, declarou. Ela disse que as políticas públicas do governo Lula têm impacto direto na vida das mulheres e convocou as eleitoras a votar no presidente.

ATO EM COPACABANA

Durante a caminhada, o jingle “Bota pra Virar”, do cantor e compositor baiano O Kannalha, foi reproduzido nas caixas de som. Cartazes exibidos pelos apoiadores traziam mensagens como “Ainda há esperança”.

Antes do ato, o presidente falou com jornalistas e disse estar confiante na reeleição. O presidente usava um boné com a inscrição “Silva” e uma estrela vermelha. 

A caminhada em Copacabana é um dos últimos compromissos da campanha de Lula antes da votação. Depois da atividade no Rio, o presidente seguiu para São Paulo, onde participa de uma caminhada na Avenida Paulista.

Também participaram do ato:

  • Janja Lula da Silva, primeira-dama;
  • Benedita da Silva (PT-RJ), deputada federal;
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social);
  • Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro;
  • Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio de Janeiro;
  • Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói.

Assista ao evento:

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Lara Brito.

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