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Lula diz que PF apura perda de ilha de Richarlison para amigo de Flávio

Lula diz que PF apura perda de ilha de Richarlison para amigo de Flávio

Atleta comprou imóvel por cerca de R$ 10 milhões, mas perdeu a posse para o advogado Willer Tomaz, amigo do candidato do PL à Presidência

 Reprodução/Instagram @richarlison e Sérgio Lima/Poder360

PODER360

22.out.2026 (quinta-feira) – 0h06

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta 4ª feira (21.out.2026), um vídeo comentando a disputa judicial envolvendo uma mansão de R$ 10 milhões localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). 

“Onde foi feito o trambique que tiraram do Pai do Bebê [Richarlison] uma ilha que ele tinha pagado 10 milhões de reais? […] Esse rapaz comprou a ilha por 10 milhões e, de repente, viu a ilha dele desaparecer com o advogado Willer Tomaz, do Flávio Bolsonaro. Ele e o Flávio Bolsonaro foram na ilha desse rapaz, filmaram a ilha com um drone e deram entrada no SPU do Rio de Janeiro. […] E em apenas uma semana, esse Willer Tomaz, possivelmente com a ajuda do Flávio, conseguiu tomar a ilha do Richarlison. Tô pedindo pra Polícia Federal investigar para saber onde é que foi feito o trambique que tiraram do Pai do Bebê uma ilha que ele tinha pagado 10 milhões de reais. Nós estamos investigando. Quando ficar certo, meu querido, nós vamos dizer a verdade para você”, afirmou Lula.

Assista ao vídeo de Lula (1min17s):

ENTENDA

A controvérsia teve início durante a pandemia da covid-19, em 2020 e 2021, quando Richarlison adquiriu o imóvel em sociedade com Renato Velasco e Alencar da Silveira Júnior, presidente do América-MG. Segundo o jogador, que investiu cerca de R$ 10 milhões no local, Flávio chegou a visitar a mansão e fez ofertas de compra, mas todas foram recusadas. Em janeiro de 2021, o senador retornou à propriedade, desta vez acompanhado de Willer Tomaz.

A reviravolta ocorreu em maio de 2022, quando a esposa do empresário do atleta foi desocupada da casa por um oficial de Justiça. A ordem de reintegração de posse atendeu a um pedido da M Locadora, representada pelo ex-ministro Eugênio Aragão, que alegava ter a posse do registro imobiliário desde 1986. Paralelamente, Willer Tomaz utilizou sua empresa, a WT Administração, para quitar R$ 2 milhões em pendências fiscais da M Locadora por meio de um contrato de sub-rogação. 

Com a garantia da posse em juízo, Tomaz regularizou a área na Secretaria do Patrimônio da União e transferiu o terreno para sua empresa. Ele alega ter investido R$ 5 milhões na operação e classifica os antigos ocupantes como “invasores”.

Para tentar reverter a decisão, os advogados de Richarlison pediram a inclusão de Flávio Bolsonaro como testemunha, visando comprovar que o imóvel não estava abandonado quando foi visitado pelo congressista. No entanto, o Superior Tribunal de Justiça manteve a posse com a empresa de Tomaz em 2025. 

O senador afirma não ter relação com o imóvel nem com a ação judicial, ressaltando que foi arrolado apenas como testemunha. O caso voltou a ganhar força nas redes sociais em outubro de 2026, depois de Richarlison comentar “e a minha ilha?“ em uma publicação de Flávio no Instagram. 

Posteriormente, o atleta divulgou um vídeo cobrando investigações da Polícia Federal, afirmando que a Justiça falhou. O jogador também disse que o senador e o advogado tomaram o imóvel “na mão grande” sem desembolsar o valor da compra. Richarlison prometeu doar parte do dinheiro ao hospital de sua cidade natal, Nova Venécia (ES), caso consiga reaver o montante investido.

O Poder360 questionou o advogado Willer Tomaz e a assessoria do senador Flávio Bolsonaro sobre a declaração do presidente Lula, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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